Versão insustentável...

A versão do Governo do Paraná sobre o tal ''oportunismo'' que teria gerado as rebeliões carcerárias do PCC no Paraná ruiu em menos de 24 horas. Ruiu porque era tão ingênua quanto enganosa. Imagine lá se grupos de presos paranaenses, de diversas cadeias, sem qualquer organização premeditada, iriam se rebelar ao mesmo tempo só porque tinham visto as rebeliões de São Paulo no ''Fantástico''.
Se fosse a TV Educativa, ainda vá lá. Tédio leva a qualquer loucura.

... e lamentável!

Mas o governo do Paraná acha que nossos presos gostam tanto do Requião, mas tanto, que preferem as prisões daqui a liberdade em qualquer outro lugar do mundo. E, por isso, nunca nem atenderam as ligações interurbanas do PCC.
Falta muito pouco para que a versão oficial transforme as manifestações em cinco presídios paranaenses em apoio à reeleição do EL Supremo.


Pega-rapaz

O secretário Luiz Fernando Delazari,da Segurança, deu entrevista pra Globo em Brasília com um ''pega-rapaz'' no meio da testa. ''Tava'' bonitinho.


Mais informação

Ao denunciar que recebeu proposta de propina por parte de um grande banco, o governador Roberto Requião transformou-se no mais novo ''agente passivo da corrupção'' do Paraná.
Ontem, nosso ''agente passivo da corrupção'' forneceu mais um dado sobre o estranho episódio: o jabaculê oferecido era de 8%.
Mas 8% sobre o que, governador?


Menos candidato

O PDT lançou Cristóvan Buarque candidato à presidência e quer palanque próprio no Paraná. Primeira consequência: a candidatura de Osmar Dias ao governo ficou mais manca. Desculpe senador, quer dizer, mais prejudicada.


Em Brasília

Ainda sobre Osmar Dias: ele diz que não esteve no movimento de protesto
dos agricultores do Paraná porque o papel de um senador não é subir em caminhão ou trator de passeata, mas defender o povo do campo em Brasília.
Ser senador, meu caro Osmar Dias, é como ser marido. Não basta participar.
Tem que com-pa-re-cer.


De pai pra filho

O governo do Estado, do PMDB, usa sua condição institucional para comprar combustível, se livrar do ICMS e repassar para as empresas de ônibus da Capital. Facilita a vida do prefeito Beto Richa, do PSDB, que não quer aumentar as tarifas.
É mais que amor demais entre as duas principais lideranças políticas do Paraná, que pertencem a partidos adversários.
É mais que um acordo branco. É um acordo K-Boa! É Omo Total!


Governo bonzinho

E além do combustível, o vizinho bonzinho do Palácio Iguaçu vai servir de intermediário para comprar pneus de ônibus para Beto Richa. Fará, também, a feira, o rancho do mês, a barra da calça e aplicará sianinha nos panos de prato. Tudo com desconto do ICMS.
Mas vem cá: o governo do Paraná vai tirar o ICMS do próprio cofrinho para agradar só o Alberto Roberto? E para os outros 398 prefeitos, nada?


O preço da placa

A prefeitura de Curitiba informa que o alto custo das placas de sinalização em Curitiba (em torno de R$ 10 mil por unidade) é por causa da tinta e dos tamanhos diferentes.
A realidade lembra que a Iasin Sinalizações foi doadora generosa das campanhas políticas de Beto Richa e já teve até os bens bloqueados pela Justiça de Londrina na gestão Antônio Belinati.


Investigação

Ontem, o prefeito Beto Richa mandou suspender o pagamento das placas e a Corregedoria da Prefeitura investigar o caso. O que não quer dizer nada: comissão interna não atira no próprio pé e com a ampla maioria que ele tem na Câmara, os vereadores vão se oferecer até pra subir todos juntos nas placas e mostrar como são resistentes e valem os R$ 10 mil.


UEM branquela

A ONG Instituto República formada por advogados de Maringá, denuncia que a UEM, Universidade Estadual, a quem chama de ''Branquela'', não reserva cota para negros no vestibular.
A UEL de Londrina e todas as federais já se adaptaram à nova legislação.


Daltônicas

De hábitos e mães

A mãe viaja e cada um sente a ausência dela de um jeito: as plantas
murcham, os cachorraos não comem direito e a casa perde o cheiro do café recém coado de manhã.
É a rotina sem aconchego.

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