O senador que brilha
Há que se reconhecer: o senador Álvaro Dias (PSDB) está fazendo um trabalho brilhante em Brasília. No papel que lhe cabe, o de fazer oposição ao Governo do PT, não deixa escapar nada. Na semana passada foi o primeiro a ir para a TV e denunciar o escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo pela CEF.
Abriu a torneira do dilúvio.

Mais candidato
E quanto mais brilha em Brasília, Álvaro é mais candidato ao Governo do Paraná. O que torna estas conversinhas do presidente da Assembléia, Hermas Brandão, e do grande líder do PSDB, Valdir Rossoni, em torno da coligação futura com o PMDB, verdadeiras sementes terminators. Sem fruto nenhum.

Palanque pronto
Com um senador ativo e brilhando mais do que o próprio cabelinho postiço em Brasília, um deputado federal como Gustavo Fruet idem (mas com cabelo original), o PSDB nacional vai mesmo é se atracar com o PFL e armar palanque próprio no Paraná.
E vamos lá: Geraldo Alckmim e Roberto Requião dividindo um palanque eleitoral são tão incompatíveis como chuchu com mamona.
Nada a ver.

Derosso candidato
Mas se Álvaro Dias, o ''Brilhante'', recusar, o PSDB tem com quem contar. O presidente da Câmara de Curitiba, Luiz Cláudio Derosso, se apresenta como opção para o governo. E já vem com apoio garantido do vereador Custódio da Silva, líder do PRTB, seja lá o que quer dizer esta laboriosa sigla.

O calcanhar de Aquiles
O governador Requião localizou na presença dos parentes dele no Governo o ponto mais frágil (e mais visado) dos opositores na reeleição que se aproxima.
Decidiu se defender, atacando. Enviou projeto radical sobre contratação de parentes para a Assembléia e já começou a falar e a escrever sobre o assunto.
A ver.

Agora é tarde
Jorge Matoso, o presidente da Caixa Econômica que entregou o extrato bancário do caseiro Francenildo num envelope para o ministro Palloci, tinha vínculos com o Paraná. Durante dois anos, no final do governo Ney Braga e durante Hosken de Novaes, foi pesquisador do Ipardes, instituto público de pesquisas do Paraná.
Matoso tem um currículo pra ninguém botar defeito. É doutor pela Sorbonne, pós-doutor pela Unicamp e consultor de órgãos internacionais como Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Inútil
E aí a gente pergunta: como é que um homem tão inteligente, tão preparado, cai na esparrela de fazer uma besteira monumental como a de violar o extrato bancário de uma testemunha caseira? Basta se vincular aos companheiros petistas, uai.
Lá na minha terra, caboclo não se forma na Sorbonne, não. Mas fica de butuca quando cuida do alheio. É por siso de responsabilidade.

Premiados na USP
Alunos da rede pública de ensino aqui do Paraná arrebataram seis prêmios na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) da USP entre eles, o primeiro lugar na classificação geral em criatividade, concedido ao ''Braço Mecânico'', feito em Primeiro de Maio. O projeto também ganhou outros dois prêmios.

Inteligência paranaense
Outros dois trabalhos de alunos de Marechal Cândido Rondon, de Biodigestores e Planejamento Sustentável e de Bela Vista do Paraíso, um carro de controle remoto movido por uma hélice traseira, também foram premiados.
Os alunos receberam incentivos do ''Educação Com Ciência'' é um projeto da Secretaria de Estado da Educação que envolveu professores e alunos de 345 municípios do Estado.
É a prova que inteligência paranaense existe. É só despertar.

Daltônicas
De delicadezas
Jovem e jeitosinho, o moço de Sergipe veio estudar em Curitiba e, tão logo se acomodou, arrastou asa para a síndica de meia idade, no que foi correspondido.
Era de uma delicadeza só ao falar sobre o affair. ''Estou fazendo uma amizade linda com ela'', dizia. Ficava melhor ainda no sotaque arrastado dele.

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