Aonde um vai...
Nos últimos tempos ex-ministro de FHC, Euclides Scalco, só não acompanhou o senador Osmar Dias (PDT) na viagem a Espanha, nesta semana, para participar de encontro internacional sobre alimentos. Mas tem feito dupla inseparável com ele e, onde houver um banquinho, sobe e discursa em defesa da candidatura do Urtigão.

O outro vai atrás!
Scalco se empenha em garantir o apoio do PFL e de boa parte do PSDB e do PT para a candidatura de Osmar. Sonha em colocar Gustavo Fruet (PSDB) de vice, mas depende ainda do resultado final da CPI dos Correios.

Sem dividendos
Se José Janene (PP), um dos maiores articuladores da vitória de Aldo Rebelo, (PCdoB) na Câmara, se safar, por exemplo (e ele já anda cantando de galo), não vai sobrar nem uma carta simples na manga de Fruet, e muito menos de Osmar Serraglio, para exibir nas próximas eleições. Foram eles os dois paranaenses que mais tiraram dividendos em função dos escândalos na CPI dos Correios.
Se acabar em pizza, ambos serão assados junto com ela.

Maldição
Quem acredita numa espécie de maldição de CPIs é o deputado Ricardo Barros (PP) de Maringá. A história mostra que a grande maioria dos políticos que se projetam através dos escândalos e denúncias se esborracha em seguida.
A maldição pode ser chamada também de ''vingança dos afogados''.

Olé, Osmar!
Voltando ao senador Osmar Dias: ele aproveita sua estada em terras de Espanha para fazer, também, um curso intensivo de toureiro. Volta tinindo, com roupas brilhantes, cinturinha de pilão e pronto pra fustigar touro brabo na arena eleitoral com o lenço vermelho do Brizola.
Quando um jornalista chega a ponto de criar uma imagem tão criativa como esta aí de cima, não tenham dúvidas, leitores: o dia não produziu sequer uma notícia relevante.

Cadê a munição?
Um promotor público de Curitiba, que estuda a fundo referendo sobre desarmamento, quer saber se for aprovada a proibição de venda de armas e de munição no Brasil, como ficará quem já tem porte de arma? Vai comprar munição aonde?
No Paraguai, uai. É lá que todo mundo se abastece, os portadores legais e, principalmente, os ilegais.

Insegurança
Pelo sim, pelo não, o referendo gera é insegurança : se votar a favor do desarmamento, o eleitor fica com culpa porque está tirando o direito de defesa do cidadão. Se votar contra, fere seus princípios de pacifista.


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Arquivo Folha/26-07-2004

Madeira para o Porto
Eduardo Requião inaugura amanhã, em Ponta Grossa, o Corredor da Madeira, que vai reter o produto lá, nos antigos armazéns do IBC, antes do embarque no Porto de Paranaguá. Evita as filas.
Só a persistência de um psicanalista, que Eduardo é, explica permanência dele como superintendente do Porto, depois de 2 anos de ''pauleira'' diária. E agora, até notícia boa, o Corredor da Madeira, o Vovó Naná tem.
Persistência, dizia a Irmã Julieta do Educandário lá de Terra Boa, vale mais do que penitência.

Botox & Boi
O laboratório Allergan Inc. que licencia a fabricação do Botox para o mundo inteiro e cujos pesquisadores lêem esta coluna diariamente nos EUA, solicita a correção de uma nota política publicada aqui há algum tempo, onde se falou em criação de bois para produzir Botox.
O Botox, informa o Allergan, é extraído da bactéria que causa o botulismo e não do boi. Também não tem nada a ver com o boto, aquele peixe que as mulheres da Amazônia usam como desculpa para gravidez fora de hora. E que só os maridos acreditam que exista e ainda acham o gurizinho a cara do boto.

Quem entende
Nossas mais sinceras desculpas ao importante Laboratório Allergan Inc. por erro tão grosseiro em assunto de tanta relevância para os bois, os botos e para a política brasileira. Aproveitamos a oportunidade para manifestar nossa surpresa diante do fato que tal erro não mereceu sequer uma correção, nem mesmo um protesto em plenário do senador paranaense, Álvaro Dias (PSDB), maior especialista brasileiro no uso do Botox no combate a rugas e linhas faciais.
O Allergan Inc. nem sabe, mas por tanta dedicação ao Botox é que Álvaro é apontado como o senador mais lindo do Brasil.
Viva o Álvarooo!

Daltônicas
De espaços
Modesto, o sitiante dimensiona o tamanho da chácara: só cabem três cavalos e, mesmo assim, um fica com o rabo de fora.

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