RUTH BOLOGNESE
Copel na CPI
A CPI do Correios se prepara para convocar o diretor de Distribuição da Copel, Ronald Ravedutti, para depor em Brasília. Quer saber tudo sobre os contratos firmados entre a maior estatal paranaense e a Interbrazil, a pequena corretora que se tornou grande no governo do PT (entre 2003 e 2004) e agora quebrou.
Excesso de zelo
Ontem, o próprio Ravedutti disse que os contratos entre a Copel e a Interbrazil foram feitos dentro da Lei de Licitação e com a garantia do Instituto de Resseguros do Brasil, IRB. E garantiu, também, que as corretoras paranaenses Precisão e Diccor operaram quase de graça na intermediação dos seguros de mais de R$ 2 bilhões da Copel.
Ravedutti não acredita que será convocado para depor na CPI dos Correios. Não vê motivos.
Ensino à distância
O repasse dos recursos para o ensino à distância no Paraná, programa dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Educação, está sob a mira do Tribunal de Contas da União. As dúvidas se concentram em dois institutos locais, Novo Horizonte e Tecnológico de Desenvolvimento.
No Curaçao
Se tivesse uma CPI no Paraná sobre desvio de dinheiro público para campanhas eleitorais, ao invés de um dono de restaurante, um dono de bar teria muitas histórias pra contar. No Curaçao, onde se reúne a nata do PT local, notas fiscais mostram que vinhos finos e aperitivos especiais faziam parte do cardápio diário de petistas importantes na campanha à prefeitura.
No Chaco paraguaio
O correspondente internacional informa: os 400 soldados americanos que o governo do Paraguai permitiu entrar naquele País (e gerou protestos dos vizinhos do Mercosul) já estão estacionados numa base militar em Mal. Estigarraibia, no Chaco paraguaio.
Controle total
O local é estratégico. Deste ponto, ao norte, obtém-se fácil controle do tráfico de drogas e das Farcs na Bolívia e na Colômbia. E ao leste está a fronteira brasileira, onde os gringos querem controlar o tráfico e a pirataria.
O Chaco paraguaio foi motivo de uma guerra entre Paraguai e Bolívia, na década de 30. Dizia-se que o subsolo era rico em petróleo. Dizia-se, mas como americano não é bobo...
Professores elegem
O governo do Estado acompanha de perto, mas lavando as mãos, a eleição no maior sindicato paranaense, a APP-Sindicato, com 56 mil filiados. Na disputa, José Lemos, que concorre a reeleição e Maria Helena Guarezi, ambos com a estrela do PT por baixo da camiseta.
Por que o Governo se finge de morto? Porque, ganhe quem ganhar, vai ter que conviver.
Com Mino Carta
Fundador de ''Veja'', ''Isto é'', ''Isto é, Senhor'' e, atualmente, dono da revista ''Carta Capital'', o jornalista Mino Carta chegou àquela idade de delícias intelectuais onde se pode duvidar de tudo e criticar ícones da imprensa brasileira e da política, sem ser contestado. Ontem, foi o personagem principal da Escolinha do Professor Requião, onde governo inteiro se encontra, sempre as terças.
Idéias em comum
Mino Carta, mais Raimundo Pereira, da revista alternativa ''Caros Amigos'', e Hélio Fernandes, da ''Tribuna de Imprensa'', são os três jornalistas de nome nacional que comungam das mesmas idéias de Roberto Requião: a demonização de FHC, o apoio, entre desconfiado e constrangido, ao Lula e um nacionalismo temperado com uma pimentinha de socialismo.
No Olimpo
Mino Carta tem sotaque italiano, acha a grande imprensa (Globo, Veja, Estadão, Folha) um horror porque, segundo ele, faz o jogo da elite brasileira, e se situa a quilômetros do chamado senso-comum dos brasileiros, aqueles que assistem o Jornal Nacional e têm dó da Sol. É chic no último.
Mas, assim como Raimundo Pereira e o jurássico Hélio Fernandes, ele também depende, como todas as revistas e jornais brasileiros, das benesses governamentais para continuar vivo.
Daltônicas
De hora errada
Ao sair de um assalto rotineiro no centro da cidade, o bandido deparou-se com sirenes tocando, carros de polícia e PMs pra todo lado. Foi preso na hora. Só descobriu depois que, naquele dia, estava ''operando'' justamente numa esquina onde se realizava uma blitz. Também de rotina.





