Sem discriminação

O governador Requião vive dizendo que não discrimina nenhum prefeito do Paraná, de nenhum partido. No sábado, reuniu prefeitos da região Sul para jantar na Granja do Canguiri, onde mora. E voltou a reafirmar que, ao distribuir recursos e verbas, só pensa na população. As avestruzes e os cavalos que moram lá também ouviram tudo.

Sem oposição

El Supremo não mente, jamais. É lógico que não discrimina ninguém. Só quer o apoio dos 399 prefeitos para a reeleição dele em 2006. O resto, como pertencer a outro partido, piscar para o Osmar Dias, elogiar o Álvaro Dias ou jantar com o Rubens Bueno, todos adversários no ano que vem, fica a critério de cada uma. Simples assim.

Mal de Simioto

Este é o tal do jogo político, em sua expressão mais óbvia. E governos agem assim mesmo: no discurso para inglês e eleitores verem, o governador diz que o Paraná e seu povo vêm em primeiro lugar, etc, etc. Na prática, se o prefeito, adversário ou não, olhar para o outro lado da cerca, ou fizer menção de pular, ficará com Mal de Simioto: desnutrido, peludo, encurvado e à mingua.

Citado, sim senhor!

E por falar em governador Requião, o nome dele foi lembrado como um dos possíveis candidatos a presidente pelo PMDB na sucessão de Lula em matéria da ''Folha de S. Paulo'' de domingo. É como sempre digo: ser citado entre os 10 nomes nacionais que podem disputar a presidência, não é nada, não é nada...não é nada mesmo!

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Agência Estadual de Notícias


De roupa nova
Mas tem notícia boa também de El Supremo. Ontem, ele apareceu na reunião de 1,5 mil rotaryanos em Santa Felicidade de figurino novo. Ao invés do jaquetão de couro azul, uma jaqueta de gabardine, amarelinha. Estava um chuchu.

Fora, Severino!

Sangue de Jesus tem poder! Além da cassação dos 18 deputados apontados pelas CPIs, a Câmara ainda pode tirar a presidência do Severino Cavalcanti. Mais um pouco, e a gente começa a aprender a escolher os homens certos. Na política, meninas, na política...

Na zona do perigo

Os números são claros: qualquer jogo de futebol (o do Tubarão, no sábado teve 1.514 pagantes), show ou feira agropecuária que faça mais 1,5 mil londrinenses viajarem, Londrina perde imediatamente para Joinville o posto de terceira cidade do Sul do Brasil em população. Ontem, o Diário Oficial da União divulgou as previsões do censo do IBGE e Londrina aparece com exatamente 1.242 habitantes a mais do que a bela cidade catarinense.

Por pouco

E há mais motivo para preocupação. Além de Joinville, que está par e par com Londrina, duas outras cidades ameaçam de perto mandar a Capital do Café para a quinta colocação: Florianópolis, em Santa Catarina, e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Ou os londrinenses tomam uma atitude e começam a produzir mais crianças imediatamente, ou a situação vai ficar periclitante. Então, que tal todo mundo começar a trabalhar no feriado de 7 de setembro, hein? Tudo pela Pátria, uai!

Consequências

Como se sabe, é com as estatísticas populacionais embaixo do braço que os prefeitos se inscrevem em programas de repasse de recursos dos governos estadual e federal e até internacionais. E como se sabe, também, Londrina não está ficando para trás só em número de londrinenses. Com a entrada em cena das montadoras, passou de 4º para 5º lugar em arrecadação de ICMs no Paraná. E pode baixar mais este índice diante da instalação de novas indústrias e do crescimento na região Oeste.

Receita para crescer

Para fazer um município crescer em termos reais no Brasil, os prefeitos de hoje em dia têm que fazer como o surfista australiano de ontem: matar um tubarão a socos enquanto a oposição fica mordendo e tentando lhe arrancar os pés a dentadas. Mas não de vez em quando. Todo dia.

Pra detonar

Está chegando ao Paraná a poderosa Band News, rádio com 24 horas de notícias no ar. Vem pra detonar. Ao fundo, o empresário Joel Malucelli, que já comanda a rede CBN junto com a Globo.

Daltônicas

De pegar confiança

No começo das obras o pedreiro tratava o médico por doutor, cerimonioso e formal. Muitos vales e problemas nas reformas depois, o doutor já era chamado de ''este menino''. No máximo, de ''guri''.

O pedreiro pegou confiança.

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