Síndrome da coruja


Político é bicho esperto. Nesta crise de Brasília não se viu nenhum governador aliado sair em defesa, ou adversário atacar com virulência, o presidente Lula ou mesmo o PT. Estão caladinhos, sim, mas na posição da coruja: prestando atenção. De Roberto Requião a Geraldo Alkmin, de Garotinho a Aécio Neves, todos esperam a hora certa para se colocarem como opção a Lula em 2006.

Grande líder


Ao menor sinal de descuido, qualquer um deles pode dar o pulo do gato e se apresentar como o grande líder da massa insatisfeita nas eleições de 2006. Só por isso, é importante não sacrificar demais o Lula para não perder o apoio dos petistas. Puro jogo político.


A conexão paraguaia


Pelo menos três jornalistas de Brasília estão em Curitiba pesquisando com muito cuidado a verdadeira conexão paraguaia nas campanhas do PT. Seguem pelo caminho que leva ao general Lino Oviedo e os financiadores da campanha de Ângelo Vanhoni (PT) para a prefeitura de Curitiba. O general ficou exilado no Brasil por causa de sucessivos golpes contra o governo no Paraguai.


Amigos, sim


O general Lino Oviedo é figurinha carimbada no Paraná. De vez em quando aparece ao lado de algum político ou empresário importante. Na posse do governador Roberto Requião foi ao Palácio Iguaçu acompanhado pelo próprio Ângelo Vanhoni e pelo empresário petista, Walter Sâmara, causando um certo ''Ooooh'' de constrangimento na galera.


Mais um


Faltou listar entre os paranaenses que já se enterraram na crise do PT o diretor de marketing do Banco do Brasil e da Previ, Henrique Pizzolatto, flagrado com uma retirada de R$ 320 mil na boca do caixa de Marcos Valério.


Sem graça


É patético este movimento ''O Porto é Nosso'' que tem como único integrante o deputado Rafael Greca. A escolha de uma bóia como símbolo é mais patética ainda porque lembra a Nau Capitânea, devidamente afundada por Greca na condição de ministro dos Esportes de FHC.
E o governo do Estado ainda tem a coragem de enviar informes oficiais garantindo que a população está aderindo. Que população, meu Deus do céu? Onde?

Cadê o Funrejus?


A OAB-PR vai começar a cobrar publicamente do Tribunal de Justiça a aplicação dos recursos do Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus) criado para informatizar a Justiça e que até agora ninguém sabe, ninguém viu. O Paraná é o Estado mais atrasado em termos de informatização no País, onde apenas 35% das Varas permitem o acesso via Internet.


Isolado


Este isolamento cria uma situação curiosa, pra não dizer, absurda: os advogados podem acessar as instâncias superiores do STF, STJ ou TRF e de tribunais de outros Estados, mas não conseguem acessar os cartórios de suas próprias cidades.
O que significa este atraso? Justiça mais distante para quem mais precisa, o cidadão comum.


Fim da Oficina


A Fundação Cultural de Curitiba vai reduzir pela metade um dos mais tradicionais e reconhecidos eventos da cidade, a Oficina de Música, realizada nos últimos 23 anos. Gente como o violoncelista Antônio Menezes, o pianista Ricardo Castro e o oboísta Alex Klein, com agenda nas maiores salas de música do mundo, tocaram e participaram da Oficina.


Falta de recursos


Sob a batuta de Beto Richa, a Oficina de Música passa a ser realizada em apenas 10 dias e não em 20, como era antes, em janeiro, e vai juntar música erudita com popular. Ou seja, será possível ouvir a Nona Sinfonia junto com Fuscão Preto.
A Fundação Cultural alega falta de recursos.


Daltônicas


De valores
A prova incontestável que mulher gosta mesmo é de poder: o casamento durou exatamente o tempo em que o marido foi secretário de Estado.

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