RUTH BOLOGNESE
Sexo, bebidas e digitais
Que empreiteiros que nada! Esqueçam CPIs e Mensalões! A história mais picante nestas paragens frias do Sul envolve um conhecidíssimo nome do setor educacional do Paraná, a mulher dele, uma aventura extra-conjugal em Brasília, um detetive e marcas, não de batom ou de unhas, mas digitais.
Drinks em Brasília
Tudo começou quando, na condição de esposa desconfiada, uma senhora curitibana contratou um detetive para seguir o marido, onde quer que fosse. Em pouco tempo o detetive conseguiu recolher impressões digitais do marido traiçoeiro e da acompanhante, num apartamento de hotel em Brasília.
E sabe como ele conseguiu? Entrou no quarto do hotel, pegou a garrafa de uísque que o casal tinha acabado de tomar e trouxe para Curitiba.
Divergências
Até agora existe apenas uma controvérsia nesta história que desperta mais interesse do que as peripécias do PT e de seus mensalistas amestrados nas melhores rodas de Curitiba: se a bebida era uísque ou vinho. Os mais detalhistas garantem que a garrafa era de vinho e, acinte maior por parte do marido, da safra particular da família da esposa.
Sem perdão
Agora, vem cá gente: o maridão leva a secretária para passear em Brasília, hospeda-se num hotel de primeira e ainda divide com ela o vinho que a mulher dele tinha mandado pra agradar um burocrata de Brasília? Merece perdão? Me-re-ce?
O personagem desta história é mais conhecido na intimidade dos corredores da instituição de ensino que comanda como ''Juninho''.
Com luvas
Que lição pode-se tirar da história do ''Juninho''? Para os maridos que, pelo menos na hora de servir vinho ou uísque, usem luvas.
Matando a cobra
Como esta coluna mata a cobra e mostra o pau (desculpem!), eis a explicação científica para o caso do ''Juninho''. Os dados estão no livro ''Descobrimento Sexual do Brasil'', da psiquiatra paulista Carmita Abdo: no mapa da traição, os homens baianos, paraenses e cearenses são os campeões.
E os paranaenses vejam só aparecem como os que menos traem no país. Para o sexólogo Rosiris Pereira de Andrade, de Curitiba, é pura encenação. Quando se trata de falar naquilo, o pessoal se recolhe. Em todos os sentidos.
Eis a velha história do come quieto. E longe. Em Brasília, por exemplo.
Sem eixo
A obra mais importante da gestão do Beto Richa (PSDB), o Eixo Metropolitano, foi adiada por divergências entre o Banco Mundial e a vencedora da licitação, a Construcap, de São Paulo.
Sem o Eixo, para manter o Ibope, o Alberto Roberto vai ter que baixar pelo menos mais 10 centavos na tarifa do ônibus. E, como sempre, com subsídio.
O Milagre dos Gomm
Uma das mais belas casas de Curitiba, herança da emigração alemã, tombada pelo Patrimônio Histórico, mudou de lugar. Estava no meio de um terreno no Batel (metro quadrado mais caro da Capital) e foi parar no final da rua Bruno Filgueira. Milagre? Não exercício de poder. O dono do terreno, o empresário Salomão Soifer, pretende construir mais um shopping no lugar.
Hábito de mudar
Mudar uma casa histórica não deve ter sido difícil para Salomão Soifer, o rei dos shoppings centers do Paraná. Ele adiou por 20 anos a construção de uma passarela para não atrapalhar o tráfego, prevista no projeto do Shopping Mueller, o primeiro construído no Estado. E, quando construiu, mudou de rua, para ligar o Mueller a salas de cinema.
Silêncio
Durante toda a era Lerner a prefeitura nunca disse um ''ai''. E, pelo jeito, continua não dizendo.
Primeira-dama queria
A casa dos Gomm é tão bonita que até dona Maristela, nossa primeira-dama, de refinado bom gosto, chegou a visitá-la quando procurava um bom local para instalar a família depois da eleição para o governo, em 2004. Como a casa exigia demoradas reformas, dona Maristela optou pela Granja do Canguiri mesmo.
Daltônicas
Do aprender
Junho ia chegando ao fim quando a professorinha de primeira viagem aprendeu a mágica do ofício. ''Hoje o Mateus juntou as letras e conseguiu ler bo-la''.
Contava com simplicidade mas era pura poesia.





