RUTH BOLOGNESE
Renúncia
Já é voz corrente em Brasília que o deputado José Janene (PP) se prepara para renunciar ao mandato depois que foi acusado pelo companheiro de legislatura, Roberto Jefferson (PP) de ser o Articulador do Mensalão. Melhor um passarinho na mão...ou seja, melhor renunciar agora do que ser cassado e perder os direitos políticos depois.
Diante disso, a Comissão de Ética pretende apressar os trabalhabalh fazer uma limpeza geral na Câmara, para não dar trela às idéias de jerico.
Deu no ''Correio Braziliense''
O presidente afastado do PTB, Roberto Jefferson (RJ), pode ter uma carta na manga, ou melhor, no cofre. Para o primeiro-secretário do PTB, Emerson Palmieri, tesoureiro informal do partido, Jefferson ainda guarda os R$ 4 milhões doados pelo PT à legenda para financiar campanhas a prefeito em 2004. A avaliação de Palmieri foi feita à comissão de sindicância da Corregedoria da Câmara criada para investigar escândalos de corrupção.
Versão confirmada
Em depoimento na terça-feira, a portas fechadas, aos cinco integrantes da sindicância, Palmieri confirmou a versão de Jefferson de que os dois receberam o dinheiro repassado pelo PT em duas parcelas. Segundo ele, ao guardar no cofre do partido a segunda remessa, de R$ 1,8 milhão, a primeira parte, de R$ 2,2 milhões, ainda se encontrava no cofre do partido.
Para quem não sabe ou não se atinou, Emerson Palmieri, é depois do deputado Janene, o paranaense mais comprometido com o lado obscuro da história do Mensalão.
APEOP meu amor
O governo do PMDB ruge de contente com os peixes que conseguiu catraquear na operação ''Grande Empreitada'' na Apeop. Mas bem que, no ano passado, tentou influir na eleição da entidade. Tentou, mas não conseguiu. Governos sempre querem eleger seus candidatos em entidades poderosas, com poder de formar opinião e influenciar pessoas.
Com problemas
Na Federação das Indústrias, FIEP, o Palácio Iguaçu saiu vitorioso com Rodrigo Rocha Loures. Nem por isso conseguiu evitar as denúncias de irregularidades administrativas apontadas pelo Tribunal de Contas da União na semana passada.
Assim é a vida.
Diálogo de empreiteiros
Depois do susto, o pessoal da Apeop, só se fala por códigos. Eis uma frase detectada ontem em conversa telefônica entre dois empreiteiros locais:
''Sabe aquilo? Não é mais aquilo, é aquele outro. E aquele outro vem na frente porque é aquele outro lá de trás.''
De um jeito ou de outro, eles sempre acabam se entendendo.
Sem almoço grátis
O Beto Richa, PSDB, está fazendo um escarcéu aqui em Curitiba por ter baixado 10 centavos na tarifa do ônibus. Mas, preto no branco, não tirou um centavo do bolso dos empresários, o que significa que está mesmo é subsidiando o transporte coletivo da Capital com dinheiro público. E mesmo assim a tarifa continua entre as mais altas do País.
Em administração pública não existe almoço grátis. É tirar de um santo pra vestir outro.
Sercomtel no Balcão
O correspondente em Londrina mandou 22 páginas e 10 anexos sobre o debate que começa a tomar fôlego em Londrina, a venda da Sercomtel.Não é a primeira vez, nem será a última. Até plebiscito teve em 2001 e a população recusou.
Nedson Miqueleti,PT, na época, era contra. Agora, vai ficar sentado num muro perto do Zerão enquanto estimula os vereadores a convencer a cidade que será bom,sim, deixar pra lá este negócio de poder público investir em telefonia.
Sem retorno
Londrina tem trauma até de falar na venda da Sercomtel. Em 1998 Antônio Belinati vendeu 49% das ações da empresa para a Copel por R$186 milhões e a cidade não viu um centavo desta montanha de dinheiro em investimentos. Pagou-se a dívida deixada por Luiz Eduardo Cheida, pavimentou-se o maior escândalo da história da cidade que acabou cassado Belinati e disfarçou-se o déficit na máquina pública.
Com déficit
Hoje, com cinco anos nas costas, a administração petista não pode mais alegar que o eterno déficit nas contas da Sercomtel é ''tudo culpa do Belinati''. Nedson não mostrou serviço, continua com o mico na mão e vai, mesmo que indiretamente, começar a procurar corretor na praça.
Em breve, a Sercomtel poderá deixar de ser a última das telefônicas-municipais do País, quiçá do mundo.
Diálogo de competentes
O programa do Jô reuniu em São Paulo as três maiores colunistas políticas do País Tereza Cruvinel (O Globo), Ana Maria Tahn (Jornal do Brasil), Cristina Lobo (GloboNews) e a sociológa Lúcia Hipólito (CBN). O assunto era a crise em Brasília. Virou uma conversa muito chata.
A televisão é um veículo com linha bem delimitada no tocante à exibição da inteligência.
Daltônicas
Da grande área
Apaixonada por futebol, com grande conhecimento de causa, descobriu o duplo preconceito quando ao debater o assunto: elas não entendem e eles desprezam.





