O problema de Maurício
O irmão mais novo do governador, Maurício, secretário de Educação, está despachando em casa. Aos 49 anos, sofre de um problema de tireóide que vem se agravando, a ponto de a família pensar em levá-lo para tratamento em São Paulo.

Fora da campanha
Por causa disso, Maurício se afastou do comando da campanha da coligação PT/PMDB em Curitiba, um triunvirato formado por ele, pelo secretário da Habitação, Luiz Carlos Romannelli e pelo secretário da Saúde, Cláudio Xavier. Ontem, Romanelli negou que vá assumir as funções de Maurício. Fica por perto mas não mergulha.

Dissabores
Pelo jeito as campanhas em Curitiba não estão em céu de brigadeiro. Na semana passada, no PFL, Gerson Guelmann, até então donatário geral, ficou só com a logística, na qual é o maior especialista do Paraná. E dona Marina Taniguchi se achega.

Só dá Cássio
Antes de tudo, a campanha do PFL precisa informar logo, logo quem é aquele moço bonitinho, de olhos claros, que vez por outra aparece no programa eleitoral do Cássio Taniguchi. O nome é Osmar Bertoldi mas ninguém sabe exatamente a função dele, se apresentador, figurante ou candidato a prefeito.

Com o neto no colo
No programa de TV de terça-feira, por exemplo, num belo depoimento, Cássio Taniguchi parecia um candidato à re-re-reeleição, se isso fosse possível. Falou sobre sua história e a de Curitiba, com o neto, Michel (leia-se Maikel), no colo. O guri, um mesticinho simpático que faz 4 anos no próximo dia 11, sábado, entende mais de política do que o avô-prefeito.

Dinastia
Michel soube a hora exata de abraçar o avô e garantir a dose certa da emoção, como um verdadeiro pré-candidato a vereador. E com antecedência de 17 anos. Até lá, Cássio pretende estrelar todos os programas eleitorais do PFL, seja lá quem for o candidato.
Depois passa o bastão para o neto. As dinastias orientais costumam durar mil anos.

Contra-informação
O PFL de Curitiba garante que não está mandando carta raivosa contra Beto Richa. Diz que é famosa contra-informação, tão comum em períodos eleitorais.
A campanha em Curitiba parece um encontro de ''ladies'': um joga o lencinho de cambraia no chão, o outro pega, um terceiro faz tricô e o Rubens Bueno ensina como se limpa bem um peixe, quer dizer, um voto.

Encontro marcado
No Royal Carden, edifício da Avenida Iguaçu com apartamentos de 1 mil 800m2, uma boa conversa uniu o deputado Paulo Bernardo (PT), o ex-deputado Paulo Cordeiro, e dois empresários, Afonso Braga e Luis Antônio Scarpin.
Não se sabe se falaram de Banestado ou de bingos. Ou dos dois temas.

Mais um
Paikan Salomon de Mello e Silva, contratado como produtor da Rádio e Televisão Educativa do Paraná, com salário em torno de R$ 3.800,00 mensais, é casualmente sobrinho do governador Roberto Requião.

De fora
O governo Jaime Lerner foi arrasado por críticas do PMDB porque contratou uma consultoria de São Paulo para avaliar contratos da Copel o que, de fato, era mesmo suspeito. Agora, a Agência de Fomento do Paraná, em pleno governo Requião, contratou uma empresa de Niterói, de nome Trade Census, para realizar a seleção, mediante concurso, de 25 analistas de nível superior.

Competência
É de bom tom lembrar que Curitiba possui uma das entidades mais prestigiadas nacionalmente na organização e aplicação de concursos públicos. É o Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná, que acabou de organizar, por exemplo, o concurso da OAB.

Menos, Botto, menos
O procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, fala tão bem e tão difícil que dá gosto de ouvir. Ontem, na Escolinha do Professor Requião, suas explicações sobre a área jurídica do Estado tinham frases como ''definidas em juízo de antecipação de tutela''. Para os causídicos, é sopa no mel. Para um simples mortal, pode significar o melhor jeito de fritar bisteca.

Maluco errado
Ontem saiu aqui que o maluco que atacou o paranaense Wanderlei Lima na Maratona de Atenas era holandês. Ledo engano. É irlandês. Seria equivalente a um colunista europeu referir-se a um maluco brasileiro como ''maluco argentino''. Para a maioria, maluco até que vai bem, já a nacionalidade...

Daltônicas

De avaliações
A locutora foi fazer teste para o programa eleitoral gratuito. E recebeu a avaliação: era uma voz muito PSDB. Eles queriam uma voz para o PT.

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