Rússia se incorpora à OTAN
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segunda-feira, 27 de maio de 2002
Kelly Velásquez France Presse 
RomaOs chefes de Estado e Governo dos 19 países da OTAN, junto com a Rússia, firmarão hoje a criação de um Conselho Conjunto, que constitui o primeiro passo para a integração da Rússia ao mundo ocidental, virando definitivamente uma página dramática da Guerra Fria.
O novo conselho permitirá a tomada conjunta de decisões entre a Rússia e os 19 membros da OTAN em vários âmbitos: lutra contra o terrorismo, gestão das crises, a não proliferação de armas de destruição massiva, defesa anti-mísseis, controle de armamento, sistemas de resgate no mar e planos civis de emergência.
O encontro marca o fim do pensamento que caracterizou a guerra fria, afirmou o secretário geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), George Robertson.
Para a Aliança, fundada em 1949, é um dos passos mais importantes desde que passou a ser integrada pela República Tcheca, Polônia e Hungria em 1999, chegando a completar 19 países.
A aproximação entre a OTAN e a Rússia começou depois do fim da União Soviética em 1991 e a participação da Rússia no contingente de paz enviado a Kosovo em 1999.
O acordo foi feito depois de grandes negociações conduzidas pelos chefes de governos da OTAN, decididos a estimular novas relações com a Rússia e modernizar a Aliança.
Os ministros de Relações Exteriores da OTAN consideram necessário para a organização transformar e desenvolver as próprias capacidades militares a fim de enfrentar novas ameaças terroristas depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.
reunião em que participarão entre outros os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush e da Rússia, Vladimir Putin, além dos correspondentes dos outros 18 países membros da OTAN, acontecerá na base militar italiana de Pratica di Mare, 30 quilômetros ao sul de Roma, atrás do Mediterrâneo.
Para o primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, ativo promotor da OTAN, trata-se de um acontecimento histórico de alcance planetário que permitirá a total integração da Rússia na União Européia.
As autoridades italianas puseram em marcha um imponente dispositivo de segurança para proteger seus hóspedes.
Temos adotado medidas extraordinárias, anunciou o ministro da Defesa, Antonio Martino, que mobilizou 15 mil militares e policiais para assegurar a proteção dos 20 chefes de Estado e Governo.
A maioria dos chefes de Estado e de Governo permanecerá poucas horas em Pratica di Mare, de onde partirão depois da assinatura do documento, a exceção do presidente americano Bush, que se encontrará com o Papa João Paulo II, no Vaticano.


