Rusgas provocam vexames durante sessões do plenário
A senadora Marina Silva (PT-AC) é outra que não foi feliz em sua estréia no plenário comandado pelo senador pefelista. Diante do entra e sai de uma funcionária chamada a socorrer Marina, a cada dificuldade sua no primeiro mês de mandato, ACM não titubeou: Seria melhor que a assessora sentasse logo no lugar da senadora. Da mesma forma, o tucano Pedro Piva (PSDB-SP) também experimentou um pito vexaminoso simplesmente porque ACM discordou de um voto seu no plenário.
Também são antigas as rusgas entre ACM e o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que quase trocaram tapas nos tempos em que o senador baiano presidia apenas a Comissão de Relações Exteriores. Irritado com a insistência de Simon em dialogar com a Mesa Diretora dos trabalhos, durante a sabatina de Itamar Franco para assumir o posto de embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), ACM não teve dúvidas: Cale a sua boca ou eu desço daqui e vou lhe calar.
Com o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), que hoje também mede palavras no Conselho de Ética, a cena de pugilato acabou precipitando o fim de um dos mais calorosos debates em torno do programa de ajuda financeira aos bancos privados (Proer).
Diante da acusação de ter feito um acordo para prejudicar o Banco Econômico e a Bahia, Suassuna disse logo que não era homem de acordos e ouviu o pior: Não é homem de acordo, mas rouba. Depois disso vieram o ladrão é o senhor, os tapas, o deixa deixa disso e, ao fim de tudo, uma gravata italiana com um pedido de desculpa e a sugestão para que Suassuna aposentasse a gravata de pato Donald que usara no dia do entrevero.
O mimo foi aceito e hoje o peemedebista faz questão de dizer que não guarda mágoa de ACM. Pelo sim, pelo não, o senador baiano tratou de dar seu recado, com a sedução que costuma empregar nas conquistas políticas: Ney, não me prejulgue, apelou.
Não foi a primeira gravata que Antonio Carlos ofertou para redimir-se de um impulso que virou ofensa. Foi assim com o primeiro vice-presidente do Senado, Edson Lobão (PFL-MA), à época na liderança do partido. Lobão foi repreendido de público pelo presidente da Casa ao encaminhar o voto contrário ao projeto que estava em votação. O líder sou eu, reagiu o maranhense que hoje também exibe uma gravata italiana presenteada por ACM.





