RELAÇÃO TENSA -

"Ruptura com o sistema gera desconforto", diz Filipe Barros


Mariana Franco Ramos - Grupo Folha
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha

Filipe Barros (PSL): “Antes os diálogos eram tratados através do 'toma lá, dá cá'. Isso acabou”
Filipe Barros (PSL): “Antes os diálogos eram tratados através do 'toma lá, dá cá'. Isso acabou” | Najara Araújo/Câmara dos Deputados



Curitiba - O deputado federal Filipe Barros (PSL) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que nessa semana intensificou a articulação política pela aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. Segundo o londrinense, a dificuldade inicial de angariar apoios em prol das medidas propostas pelo governo se dá porque os primeiros meses de gestão são de “adaptação”. “Não foi apenas uma mudança de governo. Foi uma mudança no modo de fazer política. Antes as articulações e os diálogos eram tratados através do ‘toma lá dá cá’. Isso acabou”, afirmou, à FOLHA.


“Essa ruptura com o sistema passado é claro que gera desconforto. Os primeiros meses foram marcados justamente por uma avaliação daquilo que vinha sendo feito, mas sobretudo por uma mudança no modo de fazer política”, prosseguiu. Ainda de acordo com ele, o diálogo em Brasília vem acontecendo independentemente de ideologia partidária. Estiveram no encontro com o presidente na última quinta-feira (4) representantes do DEM, PSDB, MDB, PRB, PSD e PP. A proposta do Planalto é que a série de reuniões tenha continuidade na terça (9) e na quarta (10), quando Bolsonaro receberá os dirigentes do PSL, PR, Avante, Novo, Podemos e Solidariedade.






“Vejo dia e noite o trabalho sendo feito. Boa parte da grande mídia tenta criminalizar determinadas ideias do presidente Bolsonaro. Isso sim tem sido empecilho para o governo estabelecer diálogo”, completou Barros. Na avaliação do parlamentar, existe hoje um consenso sobre a necessidade da reforma. “O grande desafio nos próximos meses será qual reforma que aprovaremos. Certamente o projeto passará por algumas alterações, é natural. Mas existe consenso da necessidade dela (…). Se não aprovarmos o quanto antes, em um ano e meio o Brasil quebra e não terá condições de pagar o funcionalismo público”.

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