Rumos de campanhas podem mudar
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segunda-feira, 02 de outubro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O resultado das urnas no dia primeiro de outubro pode ter definido rumos contrários para as campanhas dos dois candidatos ao governo do Estado que disputarão o Palácio Iguaçu no dia 29.
Roberto Requião, que busca a reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSC), deverá tentar consolidar a vantagem - 4,21% - conquistada no primeiro turno, nos maiores colégios eleitorais. Nos dez municípios paranaenses com maior densidade eleitoral, que juntos concentram 37% do eleitorado no Estado, o peemedebista venceu em apenas três (veja infográfico). Levando-se em consideração somente os dez maiores municípios, Requião obteve 32,29% dos votos válidos contra 45,54% do seu adversário, o candidato da coligação Paraná de Verdade (PDT/PP/PTB/PSB), Osmar Dias.
Conforme um dos coordenadores da campanha de Requião, Renato Adur, as ''dificuldades'' nos maiores centros ''já estavam dentro da avaliação''. Para o candidato a vice-governador, Orlando Pessuti, o baixo desempenho nestas cidades pode ter sido causado por uma ''falha na comunicação''. ''Acredito que tenhamos falhado na comunicação com os eleitores. Não conseguimos levar até eles a nossa ação de governo, demonstrar com clareza as nossas propostas para um novo mandato. Acredito que temos que ter uma ação mais direta nessas cidades mostrando que fizemos e quais as nossas propostas para o novo governo'', avaliou.
Segundo Pessuti, Requião e a coordenação da campanha já se reuniram ontem para definir as estratégias para reverter a votação nestes colégios eleitorais. ''Desde ontem (domingo) quando tivemos certeza de que haveria segundo turno, estamos conversando, analisando, fazendo um estudo do que fizermos de certo e errado. Tivemos a oportunidade de estarmos reunidos com o governador e estamos conversando com os coordenadores nas cidades, deputados eleitos e não-eleitos, para que agora possam se integrar diretamente na campanha majoritária'', afirmou. Pessuti ainda adiantou a possibilidade do crescimento do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, ter interferido negativamente nas urnas para Requião. ''Acho que foi péssimo (a votação nos maiores colégios) mas tem que ser feita uma análise. Acho que o efeito Alckmin pode ter ajudado nisso.''
A contabilização dos votos também deixou claro que Requião lidera nos municípios menores. Nos dez menores colégios eleitorais, o candidato à reeleição alcançou 71,37% dos votos válidos, enquanto Osmar, somou 20,91%. ''Não tivemos tempo de chegar nestes municípios com 90 dias de campanha. Na Região Metropolitana de Curitiba, nos surpreendeu positivamente o número de votos, mas tivemos dificuldades. Com novos aliados vamos recuperar e fazer uma ação maior nesses municípios'', afirmou o coordenador geral da campanha de Osmar, Antonio Poloni.


