Curitiba O apoio do PPS de Ciro Gomes à campanha do PT de Luiz Inácio Lula da Silva, formalizado ontem em Fortaleza, não acaba com a indefinição do PPS do Paraná em torno do segundo turno. Derrotado nas urnas, Rubens Bueno, que acumula a função de deputado federal e presidente do partido no Estado, disse ontem que o apoio nacional a Lula não significa adesão automática à campanha do senador Roberto Requião (PMDB) ao governo.
Além de manter a política da boa vizinhança com o candidato do PPS, no primeiro turno, Requião já declarou há dias seu voto a Lula. Bueno não quer se antecipar ao partido e oficialmente mantém o discurso de que nada está definido, apesar de ter mantido contatos com o comando de campanha do PMDB e com o próprio Requião. ''O diretório estadual é outra instância e essa decisão será tomada em reunião que faremos na quinta-feira, com todos os integrantes do partido.''
O PPS tem 13 prefeitos no Paraná e mais de 300 vereadores. Por isso as chances de liberar os integrantes do partido para que cada um tome a sua decisão são grandes. No interior do Estado, Alvaro tem a preferência dos eleitores, o que pode influenciar a decisão dos prefeitos.

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