O governo do Rio Grande do Sul entrou ontem com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar impedir que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Francisco Lopes, comuniquem formalmente às instituições financeiras internacionais que o Estado atrasou o pagamento de suas dívidas ou que pretende deixar de pagá-las. No pedido enviado ao STF, o governo gaúcho provoca o Supremo ao dizer que a União despreza decisão do vice-presidente do tribunal, Carlos Velloso, que permitiu ao Estado depositar em juízo parcela de R$ 31,2 milhões relativa a dívida com o governo federal. O Estado também sustenta estar em dia com as suas dívidas internacionais.
Bird A diretoria do Banco Mundial (Bird) distribuiu ontem nota de esclarecimento informando que a instituição não efetuará novos empréstimos ao governo de Minas Gerais. Segundo a nota, a suspensão dos repasses será mantida enquanto perdurar ‘‘a presente situação’’, já que a liberação de empréstimos por parte da instituição depende de garantias do governo federal. A nota informa, ainda, que o Banco Mundial continua analisando a situação dos empréstimos ‘‘em andamento’’. Tão logo esta análise esteja concluída, o Bird se pronunciará sobre os procedimentos que adotará em relação a estes empréstimos.
A representação do Bird em Brasilia informou ontem à noite que a suspensão de novos empréstimos para Minas Gerais também se aplica ao governo do Rio Grande do Sul. Segundo fontes da instituição, a concessão de empréstimos por parte do Bird está condicionada à apresentação de garantias do governo federal.

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