Rota para exterior inclui Paranaguá
As investigações feitas na vida de Jaime Amato Filho e as conversas que ele teve, nos últimos seis meses, com o traficante Fernandinho Beira-Mar dão indícios de que a quadrilha utiliza o Porto de Paranaguá para mandar a droga para fora do País. Os policiais do Rio de Janeiro teriam recebido a informação de que a droga é escondida em navios que transportam soja para o Porto de Rotterdã (Holanda). Os traficantes estariam utilizando ainda os portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória para exportar cocaína e crack.
A cocaína chega à Holanda com uma supervalorização em relação ao preço no seu ponto de refino. O quilo seria vendido por até US$ 40 mil. Ligações telefônicas gravadas entre Jaime Amato e Fernandinho Beira-Mar mostrariam que a coca é comprada por US$ 800,00 na Colômbia, e vendida no Rio de Janeiro por US$ 5 mil o quilo.
A polícia do Rio recebeu informações de que Amato teria amigos e até parentes morando na Holanda. Toda a quadrilha de traficantes ligados a Beira-Mar é formada por cerca de 2.500 pessoas, apenas para controlar a distribuição e venda da droga no Rio de Janeiro.
Para que possam se comunicar e controlar a venda da droga, os traficantes lançam mão da clonagem de telefones. Em algumas conversas entre Beira-Mar e Amato, eles deixam vazar a informação de que já conseguiram clonar em torno de 40 telefones celulares analógicos, utilizados por uma ou duas semanas e depois trocados. As contas telefônicas de Jaime Amato indicam que ele utilizava ainda um telefone móvel marítimo. (C.M.)

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