Curitiba - Não houve sessão plenária ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Depois de esperar 15 minutos para que os deputados se deslocassem até o plenário, o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), encerrou a sessão pontualmente às 14h45, por falta de quórum, depois de pedir desculpas aos servidores públicos que estavam lá por causa da mobilização referente ao Dia do Servidor. Representantes do movimento negro também compareceram, por causa do projeto do deputado Professor Lemos (PT) que prevê feriado estadual no Dia da Consciência Negra e que deveria entrar na pauta. Foi a primeira sessão do ano suspensa por falta de quórum.
Rossoni negou que a presença dos servidores tenha motivado o encerramento da sessão. ''Temos um acordo de lideranças e todos foram avisados. A sessão começa às 14h30, com 15 minutos de tolerância. Não tenho condições de abrir a sessão sem quórum. O que eu posso fazer? É uma cultura que temos que terminar'', comentou. A falta acarreta desconto do dia de trabalho, que é de R$ 660,00.
Pouco depois das 14h30 havia nove parlamentares no plenário. Quinze minutos depois eram 15, além do presidente. São necessários, no mínimo, 18 deputados presentes - um terço do total - para que a sessão ocorra. Entretanto, em outras oportunidades, era feita a chamada nominal para dar tempo para que mais deputados chegassem.
A medida foi considerada desnecessária por parlamentares que chegaram menos de dez minutos depois de encerrada a sessão e que ficaram discutindo a situação. Um comentário geral foi que Rossoni teve essa postura apenas para ''aparecer mais uma vez'' e que várias vezes a sessão atrasou porque deputados estavam em solenidade no Palácio das Araucárias, que fica bem próximo à AL.
O entendimento de alguns parlamentares, como o de Augustinho Zucchi (PDT), é que o encerramento só pode ocorrer depois da leitura da ata da sessão anterior, o que não ocorreu ontem. Waldir Pugliesi (PMDB) classificou a atitude de ''muito radical''. Outro que protestou foi Cleiton Kielse (PMDB). ''Ele (Rossoni) está querendo mostrar que é moralista de maneira abrupta''. O petista Tadeu Veneri disse que teve problemas com o elevador da Casa e por isso não chegou antes.

mockup