Curitiba - Um dia depois de publicar em Diário Oficial a nomeação dos comissionados para compor os gabinetes das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Orçamento, o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Valdir Rossoni (PSDB), assinou a revogação do ato. O motivo foi o não cumprimento de um acordo entre as lideranças que limitava em apenas dois o número de comissionados que apoiariam o trabalho técnico das 19 comissões da Casa. A origem do erro, no entanto, não ficou clara.
Quem apresenta os nomes que serão contratados como comissionados são os presidentes das comissões, no caso, Nelson Justus (DEM), da CCJ, e Nereu Moura (PMDB), do Orçamento. Moura informou, no plenário, que as quatro nomeações ''sairam erroneamente''. ''Tinha funcionários que saíram não sei de onde. Mas foi erro de impressão.''
Justus não estava na sessão de ontem para justificar os dez nomes além do permitido pelo acordo de líderes lotados na CCJ. O primeiro secretário da Casa, Plauto Miró (DEM), argumentou ter sido um erro do Departamento Pessoal, que deveria ter elaborado o ato de nomeação com apenas dois nomes. Questionado se a lista com os nomes a mais foi apresentada por Justus - o que configuraria uma quebra do acordo pelo parlamentar - Miró desconversou, afirmando que a lista teria sido feita antes do acordo. O acordo, contudo, foi anunciado à imprensa por Rossoni e Miró em 17 de fevereiro e a escolha dos presidentes das comissões só foi oficializada quatro dias depois.
Embora a nomeação de até 12 comissionados por comissão esteja prevista na lei 16.390 - autorizando um gasto total de cerca de R$ 120 mil com as contratações - o acordo firmado entre as lideranças geraria uma economia de R$ 102 mil por comissão. Pela simbologia dos cargos nomeados inicialmente para a CCJ, o total em vencimentos ficaria em R$ 32,1 mil, podendo chegar a R$ 90 mil se aplicadas todas as gratificações permitidas.
Rossoni destacou um outro erro nas nomeações. Elas tinham data de 02 de fevereiro. ''Ninguém trabalhou em comissões no mês de fevereiro. Eles só serão nomeados a partir de 1º de março.''
O deputado Tadeu Veneri (PT) informou que pediu o desarquivamento de um projeto de lei de sua autoria que estabelece critérios de contratação para as comissões.

mockup