Rossoni e Alvaro Dias vão brigar por vaga no Senado
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terça-feira, 06 de novembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Valdir Rossoni acabou com a temporada de especulações, ontem, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e lançou-se candidato ao Senado pelo PSDB em 2014. Atual presidente da AL e vice-presidente da legenda no Estado, ele tomou a medida em reprimenda ao senador Alvaro Dias (PSDB), que tem feito críticas sistemáticas à condução do partido no Paraná. ''Faz dez anos que ele não faz outra coisa que atrapalhar o PSDB daqui'', reagiu Rossoni.
Com o mandato no fim, Alvaro depende da vaga ao Senado na chapa de reeleição de Beto Richa, em 2014, para ser reconduzido ao cargo que lhe deu destaque nacional e uma indicação para vice-presidente da República, em 2010, na chapa de José Serra (PSDB). Por conta da composição com outros partidos, o carioca Índio da Costa (DEM) ficou com a posição. Depois disso, Alvaro recolheu-se ao Senado e virou um dos principais nomes da oposição ao governo Dilma, ocupando diariamente o noticiário nacional. Contudo, no Paraná a situação é outra e a disputa com Rossoni cria um obstáculo nesse processo ''natural'' de recondução.
Rossoni insiste em dizer que o partido cresceu em 2012, com a vitória em 78 cidades pequenas e coalizões com outras legendas nos grandes centros urbanos. Mais do que isso, ele próprio foi um dos principais articuladores desse arranjo político-partidário, assumindo a presidência do PSDB nos 90 dias anteriores aos pleitos municipais. ''Eu ocupei o cargo interinamente. O governador (Beto Richa) não tinha o tempo necessário para essa tarefa'', lembra Rossoni, confirmando que a direção do PSDB no Paraná voltou para as mãos do governador com o fim das eleições.
Alvaro é contrário ao ''aliancismo'', considerando importante que a legenda tivesse disputado com candidatos próprios as maiores cidades do Paraná. Rossoni rebate apoiando-se no argumento da lealdade, mesmo quando se trata de partidos da base nacional do governo Dilma. A sigla de Osmar Dias (PDT), por exemplo, que enfrentou Beto Richa em 2010, numa coligação com o PT, elegeu prefeitos em Cascavel, Pato Branco e Umuarama com vices tucanos. ''Temos um pacto com esses prefeitos do PDT, de aliança partidária e de construção de um futuro juntos'', defendeu Rossoni.
''A hora em que você cede o teu prestígio para ganhar eleições, quer a retribuição. É natural'', alega Rossoni. Perguntado se essa estratégia não impediria uma chapa puro-sangue, com a reeleição de Beto Richa e Flávio Arns, além dele ou Alvaro Dias para o Senado, Rossoni voltou à cartilha combinada com os demais dirigentes da sigla. ''Vamos falar disso só lá na frente'', disse, logo após lançar-se ao Senado. ''Eu sou de grupo, nós temos que ser disciplinados. Se o grupo entender que é melhor eu coordenar a campanha, faço isso'', admitiu Rossoni.


