Rossoni descarta novo 'pacotaço'
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Sem a presença do governador Beto Richa (PSDB), que alegou conflito de agenda, coube ao chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), abrir os trabalhos em plenário na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná ontem. O tucano fez um discurso voltado às dificuldades financeiras pelas quais passam o País e, em especial, o Estado, e disse que a crise econômica é "sem precedentes". Na sequência, apresentou a mensagem e o plano de governo do Executivo para 2017, como é de praxe no início de cada ano. A meta, disse, é fazer investimentos na ordem de R$ 7,6 bilhões.
"Nós já sabíamos que teríamos que representá-lo. Ele [Beto] tinha outro compromisso marcado, importante", justificou. Questionado sobre como estão as contas do Estado, Rossoni falou que seguem "equilibradas", no entanto, fez ponderações. "Temos que ter muito cuidado e muita responsabilidade para não cairmos na situação em que se encontram outros Estados". Em 2016, os investimentos ficaram na ordem de R$ 5,8 bilhões. O Estado repassou R$ 8,1 bilhões aos municípios, provenientes da arrecadação de ICMS e IPVA, além de mais R$ 430 milhões de uma cota extra do ICMS. Os gastos com saúde somaram R$ 4,6 bilhões, enquanto os de educação ficaram em R$ 10 bilhões.
O secretário descartou o envio de novas medidas de ajuste fiscal à AL, como chegou a ser cogitado pelo líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB). "Não temos nenhuma medida de impacto para ser encaminhada. Mas nós sempre contamos com os préstimos da Assembleia. (
) Não sei quem teve a criatividade de falar em pacotaço", destacou. O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), criticou o discurso, bem como a ausência do governador: "As desculpas são sempre as mesmas. O Paraná tem feito arrochos extremamente duros e a alegação é de que todos os problemas vêm do governo federal".


