Rossoni corta verba de representação
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Diante da polêmica envolvendo a verba de representação da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, de R$ 20 mil mensais, destinada ao presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), o tucano resolveu cancelar o decreto que instituía o pagamento. Além do salário mensal, de R$ 20 mil, quem assume a função de presidente da AL tem direito a mais essa verba, que foi instituída durante a gestão de Aníbal Khury à frente da Casa, em 1992. Na soma, o pagamento é maior que o teto constitucional para funcionários públicos, de R$ 26,7 mil.
O cancelamento da verba foi anunciado pelo próprio Rossoni na tarde de ontem, pelo Twitter. ''Único presidente de Assembleia Legislativa do País que não terá verba de representação'', escreveu. Por conta do feriado, o decreto que extingue a verba não chegou a ser redigido ontem. Hoje o presidente da AL deve dar mais detalhes sobre o caso.
Embora não seja novo, o assunto voltou à tona esta semana, com a publicação em Diário Oficial da AL do decreto 1191/2011, que expandia esse benefício ao primeiro-secretário da Casa, Plauto Miró (DEM), e ao segundo-secretário, Reni Pereira (PSB). A assessoria da presidência da Casa justifica que a publicação do ato em Diário Oficial ocorreu de maneira indevida.
Na explicação da assessoria, Rossoni teria apenas solicitado à procuradoria da AL um parecer para estudar a possibilidade de ampliar a verba de representação a Miró e Pereira, porque Rossoni tinha dúvidas se a decisão poderia ser tomada por meio de um decreto ou se seria necessário apresentar um projeto de lei. No entanto, a determinação acabou sendo publicada. Rossoni revogou esse decreto que ampliava o benefício na última terça-feira.


