Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Valdir Rossoni (PSDB), apresentou, ontem, um balanço do primeiro mês de gestão em que calcula já ter obtido uma economia de R$ 3,6 milhões. Ele apresentou dados da folha de pagamento de fevereiro, quando um total de R$ 15,3 milhões foi gasto com salários, gratificações e impostos relativos a salários de deputados, efetivos, comissionados, inativos, pensionistas e adidos.
Rossoni informou que 99 dos 360 cargos comissionados previstos para a administração da Casa foram preenchidos, o que representou uma redução na folha de R$ 1,1 milhão. Contudo, eles ainda representam a maior fatia de despesas, com total de R$ 5,6 milhões em salários, sendo quase 70% dos comissionados lotados em gabinetes. A maior economia, no entanto, foi observada nos pagamentos aos servidores estatutários. Através de ações como o recadastramento - com o corte de 72 salários de servidores que não se apresentaram ou estavam irregulares - e o corte de gratificações foram contabilizados R$ 1,56 milhão a menos.
Em relação aos deputados, a diminuição de gastos anunciada - de R$ 315 mil - ocorreu nas diárias de viagens, que agora só serão autorizadas em viagens oficiais pela Casa. No final do ano passado, reportagem da FOLHA DE LONDRINA demonstrou que entre janeiro e novembro de 2010 o orçamento da AL destinou mais de R$ 1 milhão a passagens e diárias relativas a ''missões oficiais''. O valor era a soma dos repasses feitos pelo governo do Estado a título de ''diárias'', ''ajuda de custo para viagem'' e ''passagens aéreas''.
Em compensação, houve aumento de gastos com os chamados adidos, no caso os procuradores do Estado transferidos para AL e o Gabinete Militar da Presidência. Rossoni também destacou o aumento da folha de pagamento de deputados e pensionistas em quase R$ 1 milhão. O crescimento é em decorrência do reajuste salarial dos parlamentares de mais de 60% a partir do início desta legislatura.
Dentro do discurso de ''transparência total'', Rossoni divulgou uma cópia do próprio contracheque. Do subsídio bruto de R$ 20.042,34 foram descontados três mensalidades (do PSDB, da Unale, da Apasde), um seguro, um empréstimo em folha, o INSS e o Imposto de Renda, totalizando R$ 6,8 mil descontos, com valor líquido de R$ 13,2 mil.
O presidente informou que a Casa ainda deve ter algumas despesas emergenciais com reformas no prédio da Assembleia, mas reiterou o desejo de atingir R$ 5 milhões mensais em economia. O valor, que pode chegar a R$ 60 mil anuais, segundo ele, será devolvido aos cofres do Estado. Está previsto para hoje a divulgação no Portal da Transparência da Assembleia das informações completas sobre os funcionários da Casa e as gratificações pagas a cada um.

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