Rossoni admite 'equívoco' sobre verba de representação
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - De todos os presidentes da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná que chegaram a receber a verba de representação do Legislativo até que a medida fosse revogada, o atual presidente, Valdir Rossoni (PSDB), foi o único que recebeu um valor de 100% em cima do salário - que é de R$ 20 mil - ultrapassando o teto constitucional permitido (R$ 26,7 mil) e totalizando R$ 40 mil mensais.
Ontem, Rossoni afirmou que ''foi mal assessorado'', mas que ''todos os equívocos estão sendo corrigidos''. Rossoni disse que foi feito um levantamento preliminar nos últimos dias para checar o benefício concedido ao longo dos anos aos outros ex-presidentes (Aníbal Khury, Orlando Pessuti, Hermas Brandão e Nelson Justus). ''Pelas informações que recebi os outros presidentes receberam uma verba dentro do valor permitido'', reconheceu.
Em pronunciamento durante a sessão plenária de ontem, o deputado e ex-presidente da AL Nelson Justus (DEM) fez questão de dizer que não recebeu salário em dobro durante a sua gestão e que a verba de representação chegava a 30% em cima do salário que, na época, era de R$ 12 mil. Já o deputado Hermas Brandão Jr. (PSB) saiu em defesa do pai, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e ex-presidente da AL, Hermas Brandão. ''Ele já protocolou um pedido de certidão dos vencimentos dele à Casa para provar que não recebeu um valor acima do teto legal'', afirmou. A verba de representação havia sido instituída durante a gestão de Aníbal Khury, em 1992, e foi revogada por Rossoni na semana passada.


