São Paulo - A eventual aliança que o PT pretende fechar com o PL nessas eleições começa a enfrentar problemas em São Paulo. A dissidência partiu de Francisco Rossi, filiado ao PL e que, apesar de não ter neste momento nenhum cargo na executiva do partido, busca apoio da bancada estadual para que seu nome entre na disputa ao governo do Estado.
‘‘Sem estar na mídia, meu nome aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Por isso, acredito que sou candidatíssimo e vou submeter meu nome à convenção do partido (que será realizada em 29 de junho)’’, anunciou.
A resistência de Rossi a uma eventual aliança entre os dois partidos está preocupando não apenas setores do PL que apoiam essa coligação, liderada em São Paulo pelo deputado federal Luís Antônio de Medeiros, como também a cúpula do próprio PT.
O presidente do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu, está empenhado em continuar aparando as arestas nos Estados para que a aliança se concretize e o PT tenha em sua chapa presidencial um vice do PL.
‘‘Continuamos na mesma direção e acredito que de 70% a 80% dos nossos filiados irão apoiar a coligação formal com o PT nessas eleições. O problema do Rossi é que ele não está acostumado a trabalhar em equipe’’, informa o secretário-geral do PL em São Paulo, Tarcísio Tadeu.
O deputado federal Luís Antonio de Medeiros (PL-SP) vem garantindo que não medirá esforços para que seu partido feche acordo com Lula.
‘‘Nunca votei no Lula, mas vou votar e trabalhar pela sua candidatura, pois acredito que agora chegou a vez dele’’, afirma Medeiros.

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