Rossi apóia pronunciamento de FHC
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sexta-feira, 25 de setembro de 1998
Márcia Furlan Agência Estado 
O candidato do PDT ao governo do Estado de São Paulo, Francisco Rossi, comemorou ontem o pronunciamento feito na quarta-feira por Fernando Henrique, por entender que o pedido para os estados não gastarem mais do que arrecadam veio ao encontro das mensagens dele na campanha. FHC corroborou com os meus discursos, disse Rossi, acrescentando que o adversário Paulo Maluf (PPB) declarou que o apoio a FHC não é incondicional.
Rossi, que afirmou estar de alma lavada com a fala do presidente, aproveitou o discurso de apresentação das propostas de governo para criticar Maluf, o qual incluiu entre os políticos que prometem milhões de empregos, enganando o povo. O pedetista argumentou que a crise financeira internacional desautoriza promessas de solução dos problemas de desemprego, como faz, irresponsavelmente, o ex-prefeito de São Paulo.
Dívida Rossi disse ontem que, se eleito, tentará renegociar o acordo de rolagem da dívida de São Paulo, responsável, segundo ele, pelo engessamento do Estado, deixando-o sem condições de investimento pois não permite a contratação de novos empréstimos por 10 anos. O candidato apresentou ontem as metas de governo.
Como forma de buscar novas fontes de investimentos, ele citou a parceria com a iniciativa privada e a concessão de serviços públicos para empresas privadas. Além disso, acenou com a possibilidade de uma reforma administrativa, a fim de cortar gastos, demissão de funcionários ociosos e fantasmas. Outras hipóteses de obtenção de receita seriam a regularização da situação de micros e pequenas empresas da economia informal e a renegociação das dívidas de empresários inadimplentes, para que voltem a contribuir. O candidato não se comprometeu com metas quantitativas, fazendo apenas projeções sobre essas hipóteses.
Os principais pontos de seu plano de metas são: reforma administrativa, manter estudantes do 1º grau na escola em período integral, construir 240 mil moradias populares, dinamizar a construção de obras públicas, estimular a criação de distritos industriais, eliminar o programa de reciclagem de policiais, incentivar policiamento preventivo e aumentar o orçamento da saúde de 7% para 10%.


