Rosinha vai cobrar BC sobre quebra de sigilos Patrícia Zanin De Londrina O deputado federal Florisvaldo Fier, o Doutor Rosinha (PT), pretende articular uma frente suprapartidária na Câmara para exigir rapidez do Banco Central (BC) no cumprimento das decisões judiciais em relação às quebras de sigilo bancário. A decisão foi anunciada ontem depois de um encontro com os três promotores de Londrina que investigam denúncias de irregularidades na prefeitura, conhecidas como escândalo AMA-Comurb. A reunião do deputado com Bruno Galatti, Cláudio Esteves e Solange Vicentin durou uma hora e meia. Doutor Rosinha esteve na cidade para conhecer detalhes das investigações do Ministério Público. Os promotores estão trabalhando há um ano e já comprovaram desvios de R$ 16 milhões dos cofres públicos. Eles analisam cerca de 40 mil documentos. O pedido para a intervenção do deputado junto ao BC partiu dos promotores. ‘‘As informações sobre quebra de sigilo demoram para vir e muitas vezes chegam faltando’’, reclamou Solange Vicentin. De acordo com Doutor Rosinha, não é a primeira reclamação do Ministério Público contra o Banco Central. Segundo ele, o procurador da República no Distrito Federal, Luiz Francisco de Souza, também criticou a morosidade do BC. Sobre as denúncias de irregularidades na administração municipal em Londrina, Doutor Rosinha disse ter ficado ‘‘impressionado’’ com a profundidade do esquema de corrupção e com o número de empresas e pessoas envolvidas no esquema. ‘‘Também estou indignado com a demora da Câmara de Vereadores de apurar. Ela só foi investigar quando o povo cobrou. Tem que ter coragem.’’ O deputado também quis saber se o Ministério Público está investigando o envolvimento de deputados federais da região no esquema de corrupção. ‘‘Se houver indícios fortes, vamos pedir providências em Brasília’’, informou Doutor Rosinha, que estava acompanhado do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Gláudio Renato de Lima. O presidente da Câmara de Vereadores, Renato Araújo (PPB), não gostou das críticas do deputado. ‘‘Ele deveria se preocupar em normatizar os procedimentos que tratam de atos de improbidade cometidos por vereadores e prefeitos. Estamos usando o decreto 201, que é do tempo da ditadura’’, cobrou.

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