Rio de Janeiro - A governadora do Rio, Rosinha Matheus (PMDB), afastou ontem a vice-presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), Rivângela França Barros, e mais dois diretores indicados pelo deputado federal Bispo Rodrigues (PL-RJ). O presidente do órgão, Rogério Vargas, que não é da cota de Rodrigues, foi mantido. Barros doou R$ 3.000 para a campanha eleitoral de Rodrigues, em 2002. Os diretores afastados são o administrativo, Max Frederico Pinto Alves, e o de operações, José Joaquim Madeira.
A governadora tomou a medida um dia depois que Rodrigues foi afastado da coordenação política da Igreja Universal do Reino de Deus, por causa de suas relações com o ex-presidente da Loterj Waldomiro Diniz. O deputado, que em 2003 foi acusado de ter participado de um esquema de desvio de verbas da loteria estadual, também foi suspenso de suas funções de bispo.
A influência de Rodrigues na Loterj começou no governo de Anthony Garotinho (1999 a abril de 2002), quando Waldomiro foi nomeado presidente da autarquia. A Loterj é a maior fonte de recursos dos programas sociais do Estado. Por lei, 70% da arrecadação da Loterj vai para a Vida Obra Social, organização não-governamental que cuida de programas como o Cheque-Cidadão e os restaurantes populares. Nos três anos da administração Garotinho, a autarquia repassou R$ 30 milhões para o cofre da ONG.

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