Rosinha acha ''um absurdo''
Rosinha acha um absurdo
Fora da Assembléia Legislativa, onde até o ano passado exercia seu mandato, mas com contatos junto a inúmeros gabinetes, o deputado federal Florisvaldo Fier (PTB), o Dr. Rosinha, condenou ontem a manobra em curso. Ele classificou como um absurdo a tentativa de aumentar as verbas de gabinete, num momento de crise financeira como esse.
Se os deputados fossem melhorar o nível do trabalho, tudo bem. Mas a gente sabe muito bem que não é isso o que eles querem, assinalou. Rosinha disse que ele e o deputado do PT do Distrito Federal, Pedro Celso, coletam assinaturas para uma emenda constitucional que limita os gastos nas Assembléias em até 75% dos vigentes na Câmara Federal.
Isso vai moralizar um pouco. Os salários já seguem essa limitação. Razão pela qual, os excessos estão em outras áreas. Verbas de gabinete, por exemplo, observou Rosinha. Ele informou que a verba de gabinete hoje na Câmara é de R$ 20 mil. Cada parlamentar pode contratar até 16 funcionários por gabinete.
O salário pago na Câmara é de R$ 8 mil bruto, mais R$ 3 mil em auxílio-moradia, quatro passagens ida e volta ao mês, R$ 1,8 mil para contas telefônicas.
Na Assembléia, o salário bruto é de R$ 6 mil, mais R$ 15 mil de verba de gabinete; 3,5 mil de verba de Ressarcimento; outros R$ 3,5 mil de verba de assistência social. Cada sessão extraordinária rende R$ 400,00. Além disso, cada gabinete tem, na média, 18 funcionários. O menor salário é de R$ 550,00 e o maior de R$ 3 mil. Os deputados também têm carros à disposição, com combustível pago pela Assembléia. Eles também têm direito a uma cota mensal de xerox. (L.D.)





