Roseana se filia ao PMDB e fortalece Renan
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Adriano Ceolin<br>Folhapress 
Brasília - A reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado ganhou novo impulso com a confirmação da filiação da senadora Roseana Sarney (MA), ex-PFL, ao PMDB. Agora com 19 senadores, os peemedebistas detêm a maior bancada da Casa, o que reforça o apelo para a recondução de Calheiros ao posto contra a tentativa do senador José Agripino (RN), candidato pefelista apoiado pelo PSDB. Após as eleições de outubro, os pefelistas contavam com 18 senadores; o PMDB, com 17.
Até então, Roseana integrava a bancada do PFL, partido pelo qual disputou e perdeu o governo do Maranhão. A contragosto da cúpula pefelista, ela apoiou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração de apoio a Lula fez com que o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, abrisse um processo para a expulsão de Roseana do partido. A situação ficou insustentável depois que ela foi derrotada por Jackson Lago (PDT) no Maranhão.
A pedido de Renan, Roseana passou quase dois meses sem partido. Ele não queria que a filiação imediata dela ao PMDB precipitasse o lançamento de um pefelista à sua sucessão.
Logo após a eleição, o PFL reivindicou o direito de presidir o Senado por ter saído das urnas com a maior bancada. Pelo regimento interno do Senado, o partido com maior número de senadores têm o direito de ficar com a presidência. Os pefelistas insistem nesse argumento. Mesmo assim, qualquer senador pode disputar a presidência como candidato avulso, como já ocorreu.


