São Luís - Em seu primeiro ato de campanha após ter renunciado ao governo do Maranhão, a pré-candidata do PFL à Presidência, Roseana Sarney, prometeu divulgar, na segunda-feira, o nome dos doadores do R$ 1,34 milhão apreendido pela Polícia Federal na sede de sua empresa Lunus Serviços e Participações. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen e pelo prefeito do Rio e coordenador da campanha presidencial de Roseana, César Maia, que estiveram em São Luís para prestigiar a despedida da governadora. O vice-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares, assumiu o cargo.
O nome das empresas apontadas como doadoras - menos de cinco - será apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde é apreciado o processo relativo à Lunus. O PFL vai requerer à Justiça a liberação do dinheiro e seu depósito numa conta do partido para financiar a campanha. O advogado de Roseana, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou que a lista de doadores não vai tramitar em segredo de Justiça. Portanto, deverá ser de conhecimento público a partir de segunda-feira.
Roseana disse que a possibilidade de desistir da corrida presidencial e disputar uma vaga ao Senado ‘‘tem muita chance de ser afastada’’. Mas ressalvou: ‘‘Política é ciência social, não é ciência exata, depende das circunstâncias.’’ Ela confirmou que tem conversado com os presidenciáveis Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB), que também deixou ontem o governo do Rio.

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