Na briga contra os outros dois candidatos virtualmente lançados no Maranhão - senador Epitácio Cafeteira (PPB) e Domingos Dutra (PP) - Roseana Sarney, que tentará a reeleição, dispõe de uma estrutura política que a credencia à vitória: dos 217 prefeitos maranhenses, 190 a apóiam. Dos 42 deputados estaduais, 33 defendem o seu nome.
Mas, para o líder do governo na Assembléia Legislativa, Mercial Arruda, o favoritismo de Roseana deve-se às 5 mil realizações de seu governo, que a fazem forte em todos os municípios. Arruda cita os 2.600 projetos da Comunidade Viva, que construiu casas de farinha, mini-usinas de beneficiamento de arroz, atelieres de costura. A ação viabilizou a criação de peixes e de abelhas e estendeu o sistema de energia elétrica a vilarejos que nem sequer constavam do mapa, retirando-os, com estradas vicinais, do total isolamento em que se encontravam.
O senador Epitácio Cafeteira (PPB) já foi governador e prefeito de São Luis. Em 1982, elegeu-se deputado federal com mais de 50% dos votos válidos. Na eleição de 94, perdeu para Roseana por uma diferença de menos de 1% e seus correligionários debitam a derrota à fraude. Cafeteira lidera uma coligação que reúne o PPB/PDT/PSB e PMN. Seu discurso centra em mensagem contra o grupo Sarney e critica o despreparo de Roseana para governar o Estado.
O terceiro candidato, deputado Domingos Dutra (PT), enfrenta dificuldades até no seu próprio partido. O líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Vila Nova, disse que, se Dutra for candidato, não terá o seu voto. Vila Nova prega a união da oposição em torno de Cafeteira para derrotar o clã Sarney, que domina o Estado desde 1965.

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