Roseana não convence o pai e frustra o governo
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quinta-feira, 23 de janeiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - A última esperança do governo de obter o apoio do PMDB para votar a emenda da reeleição na próxima semana foi sepultada na madrugada de ontem: a governadora Roseana Sarney foi chamada a Brasília para tentar convencer seu pai, José Sarney, de que o calendário fixado pelo governo era o mais adequado - de votar a emenda em primeiro turno na próxima semana e em segundo turno depois da eleição da Mesa, dia 5 - mas o resultado foi o oposto. Roseana é que passou a defender o calendário do PMDB: o de deixar os dois turnos da emenda para depois da eleição das Mesas da Câmara e Senado.
Isso ficou claro para os governistas que estiveram na festa de aniversário do marido da governadora, Jorge Murad, na noite de terça-feira. Ali mesmo, a nova estratégia do governo foi definida: a emenda Mendonça Filho será votada na terça-feira ou no máximo na quarta, sem qualquer possibilidade de negociação de novos prazos. Se os líderes governistas identificarem defecções capazes de derrubar a emenda, ela será retirada de pauta e o governo vai partir para a idéia de realizar um plebiscito sobre reeleição.
No começo da noite de terça-feira, os governistas estavam tomados por uma onda de otimismo que previa até a possibilidade de votação da reeleição hoje de manhã, quando da abertura da discussão da emenda Mendonça Filho.


