Roseana impõe condições para apoio
Roseana impõe condições para apoio
Arquivo FolhaPARCERIARoseana: só com poder sobre alíquotasArquivo FolhaSEM ACERTOGarotinho: problemas com voto do bispoA influência dos governadores sobre as bancadas federais varia de Estado para Estado. No Maranhão, a governadora Roseana Sarney (PFL) conta com o apoio da maioria dos 18 deputados federais. Oito são do PFL, três do PSDB e três do PMDB. A governadora tem ainda como certos os votos do PPB e do PL. Neiva Moreira, do PDT, e José Antônio Almeida, do PSB, são os deputados maranhenses que deverão votar contra a orientação de Fernando Henrique Cardoso e Roseana Sarney. Com esta situação cômoda, não deve haver barganha para a aprovação da emenda governista.
A governadora, no entanto, disse que só se empenhará na aprovação da emenda caso os Estados tenham poderes para definir o valor da contribuição previdenciária. Roseana afirma que o problema da Previdência é infinitamente maior que os interesses partidários. Vamos encontrar uma solução em parceria, independente de cor partidária, diz.
Na Bahia, quem define a situação não é exatamente o governador César Borges (PFL), mas seu padrinho, o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). O presidente não tem porque se preocupar com a aprovação de projetos do interesse do governo federal: dos 39 deputados, apenas seis (os cinco do PT e um do PCdoB) não votam com o presidente. Os mais fiéis são os 26 deputados do PFL e coligados, controlados por ACM.
Desde que assumiu pela terceira vez o governo da Bahia, em 1991, ACM mantém basicamente o mesmo grupo de parlamentares pefelistas puro sangue e já ampliou seus domínios para o PMDB e parte do PSDB. Os dois sucessores de Magalhães no comando do governo baiano, Paulo Souto (atual senador) e César Borges são dois liderados de ACM. Os aliados são extremamente fiéis. Em troca, recebem secretarias e órgãos do governo.
A situação muda de figura quando o governo é de oposição, como no Rio. O governador Anthony Garotinho (PDT) já declarou que não vai pressionar os 46 deputados, apenas conversar. Pudera: ele não controla sequer os oito parlamentares de sua base. Um deles, a deputada Jandira Feghali (PCdoB), é voto ideológico e dificilmente mudaria com os acenos de Garotinho. Os deputados Luiz Alfredo Salomão e Vivaldo Barbosa seguem a orientação do ex-governador Leonel Brizola.
Com muitos cargos do interior ainda por preencher, o governador pode ter mais sucesso com parlamentares de partidos adversários. O meu voto ele não muda, garante o deputado Bispo Rodrigues (PL), que é da Igreja Universal. Há muitos idosos na minha igreja e não vou jamais votar contra eles.
No Espírito Santo, o governador José Ignácio Ferreira (PSDB) tem problemas crônicos com a bancada de 30 deputados e controla apenas dois dos dez parlamentares de sua base. Não vou barganhar, mas tenho o dever de reuni-los para expor os motivos pelos quais a emenda é necessária, afirma. Não estou de olho nas próximas eleições.
Cinco dos oito deputados federais da bancada de Mato Grosso são pautados pelo governador Dante de Oliveira (PSDB). Oliveira obteve o apoio do deputado federal Murilo Domingos (PTB). Os outros quatro parlamentares são do PSDB.
Em Pernambuco, dos 25 deputados federais, 20 apóiam a tese da cobrança previdenciária dos inativos e vão votar a favor da emenda constitucional a ser apresentada pelo Governo Federal. O governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ainda vai tentar convencer os parlamentares contrários à emenda. (A.E.)





