Brasília - A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata do PFL à Presidência, desafiou o governo a demitir na hora em que quiser os dirigentes regionais de estatais que teriam sido indicados por ela. Roseana afirma que, ao contrário do que dizem os tucanos, não apadrinhou a indicação de ninguém. ‘‘Podem demiti-los amanhã, se quiserem’’, disse Roseana por intermédio de sua assessoria.
De acordo com um levantamento feito pelo tesoureiro do PSDB, deputado Sebastião Madeira (MA), a governadora comanda pelo menos cinco postos de poder muito importantes: as regionais maranhenses do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Madeira disse que os postos, que seriam comandados por Roseana, têm imenso apelo eleitoral. Só um convênio firmado entre o governo federal e o Incra local prevê a construção de 3 mil casas em 26 assentamentos. O governo federal entrará com R$ 7,25 milhões e a contrapartida do Estado será de apenas R$ 250 mil, que podem ser pagos em aluguel de carro, combustível e diárias de funcionários.
Os Sarney comandavam também o cargo de tesoureiro do Ibama federal. Para o posto, tinham nomeado o ex-deputado Nan Souza. Mas, ao deixar o Ministério do Meio Ambiente, o deputado Sarney Filho (PFL-MA) acabou levando o apadrinhado consigo. Nan Souza prestigiou, na quarta-feira, no plenário do Senado, o discurso do senador José Sarney (PMDB-AP). Ele foi um entre os quase 10 deputados e ex-deputados que se dirigiram ao Senado para prestigiar o patriarca do clã.

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