Roseana ainda tenta evitar o naufrágio
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sábado, 23 de março de 2002
Demétrio Weber Agência Estado 
São Luís - Empenhadíssima em manter viva sua candidatura presidencial mesmo depois da apreensão de R$ 1,34 milhão pela Polícia Federal no escritório de sua empresa Lunus, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), transformou em palanque eleitoral a agenda de seus últimos dias no cargo. Confinada no Maranhão, mas de olho nos movimentos do PFL e da política nacional, ela passou a semana entre inaugurações de obras no interior e articulações para sobreviver ao flagrante das notas de R$ 50 num cofre da Lunus, em São Luís.
No sete municípios que visitou entre segunda e sexta-feira, Roseana repetiu que deixará o governo no dia 5, cumprindo o prazo de desincompatibilização para disputar as eleições de outubro. Só faltou anunciar se concorrerá à Presidência ou ao Senado. Mas disso ela deverá tratar amanhã, quando se reunir com a cúpula do PFL, em Salvador (BA), na primeira viagem para fora do Maranhão desde que comandou, em Brasília, o rompimento do partido com o governo Fernando Henrique Cardoso.
Na capital baiana, Roseana fará um discurso na solenidade de entrega do prêmio Luís Eduardo Magalhães a universitários. Na oportunidade, será lançado o livro O Reformador, em que o jornalista Augusto Nunes descreve a trajetória política do filho de ACM, morto há quatro anos. Roseana reafirmará sua candidatura com muita ênfase, adianta o presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen (SC). Dirigentes do partido sustentam que a solenidade pode marcar a virada da candidata.


