São Paulo - O senador Joaquim Roriz (PMDB- DF) negou ontem, em discurso no Senado, ter cometido atos ilícitos e colocou seus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição da Justiça.
Roriz mostrou dois papéis em branco, assinados por ele, permitindo que a Polícia Federal escreva o ''texto que achar conveniente, para pesquisar em qualquer lugar do mundo, se tem alguma conta bancária que não seja a do Senado''. O outro, segundo ele, é para ser encaminhado à Justiça autorizando a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico e os de sua família também.
O senador é alvo de denúncias investigadas pela Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília). Ele teria negociado R$ 2,2 milhões de origem não conhecida.
Conversas gravadas em 13 de março, com autorização judicial, registraram o senador supostamente combinando partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB.
''Mesmo não cometendo nenhum ilícito, me sinto envergonhado. Em toda minha carreira política, jamais confundi a questão publica da questão privada. Sempre mantive um comportamento ético no trato do interesse público. Aprendi esta lição há muito tempo e nunca me desviei deste caminho'', afirmou.

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