Mortes misteriosas, denúncias de compra de votos, agressões, tumultos no meio da rua e troca de acusações. Em Roraima, o menor colégio eleitoral do País, poderá ocorrer a eleição mais tensa e tumultuada dos últimos anos no Brasil. Para evitar que o pior aconteça, o governo federal está enviando mais de 50 agentes federais para o Estado, onde disputam o pleito o atual governador Neudo Campos (PPB) e a ex-prefeita de Boa Vista Teresa Jucá (PSDB).
As primeiras complicações surgiram no fim da semana passada, quando chegou ao ministro da Justiça, Renan Calheiros, a denúncia de que Campos havia confinado índios em fazendas para garantir 7 mil votos. Calheiros mandou a Polícia Federal (PF) investigar, mas não foi encontrado nenhum indício de que havia alguma irregularidade. Campos culpa o senador Romero Jucá (PFL) de usar a Fundação Nacional do Índio (Funai) para tentar eleger a mulher, Teresa.
‘‘O responsável pelas operações da Funai no Estado foi segurança do senador quando ele governou o Estado’’, diz Campos, referindo-se a Paulo Roberto Azevedo, que será responsável por uma ação para impedir os candidatos de aliciar os índios. Campos diz que a adversária está tentando tumultuar as eleições, uma vez que, segundo uma pesquisa do Vox Populi divulgada ontem pelo governador, ela teria 31% das intenções de votos, contra 60% dele.

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