Rony dá puxão de orelha coletivo após bate-bocas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O presidente da Câmara de Londrina, Rony Alves (PTB), convocou reunião para dar um "puxão de orelha" coletivo ontem, no fim da sessão ordinária. A gota dágua foram duas discussões na sessão anterior, realizada na terça-feira, entre ele e Jamil Janene (PP), e outra, entre Sandra Graça (SDD) e Mário Takahashi (PV).
Rony justifica a necessidade da reunião porque a Mesa Executiva tem papel primordial para manter o bom andamento da Casa. "Quando há uma discussão em plenário e ela parte para questões pessoais, algumas vezes até com agressões e cinismo de um vereador para o outro, a Mesa não pode admitir. Tem que chamar os vereadores e colocar para funcionar o Regimento interno e o Código de Ética da Câmara", diz.
O presidente da Comissão de Ética da Câmara, Roberto Kanashiro (PSDB), entretanto, afirma que não é função do grupo balizar o comportamento dos parlamentares durante a sessão. "Em plenário, a condução dos trabalhos é função da Mesa Executiva", afirma.
Ele diz que a comissão só pode agir mediante representação formal contra algum parlamentar. Porém, admite que, como vereador - com seis passagens pelo Legislativo tem aconselhado seus colegas para um melhor comportamento.
Na sessão anterior, Jamil e Rony discutiram quando o pepista quis comentar a retirada de projeto do Executivo que institui progressão de multas para pagamento de tributos atrasados. Ele foi impedido por falta de dispositivo que permita discussão de textos retirados. Tentou, então, a palavra como líder de bancada, mas foi alertado por Rony de que não poderia falar sobre o texto retirado. A desobediência provocou a discussão e a convocação de reunião entre os dois e a Comissão de Ética.
Na noite do mesmo dia, depois que a imprensa já havia deixado a Câmara, Takahasi e Sandra bateram boca durante discussão de proposta de Gustavo Richa (PHS) que obriga bancos e financeiras a manterem estacionamentos gratuitos para clientes. O debate partiu para pedidos de "cale a boca".


