As prefeituras de região de Campo Mourão estão adotando desde julho horário especial de atendimento como forma de contenção de despesas. O caso mais radical é de Roncador (100 km ao sul de Campo Mourão). O prefeito Odilon Andreoli Gonçalves (PSDB) fechou a prefeitura em julho e só deve reabri-la no próximo dia 10 de dezembro.

''Se não fosse o fechamento da prefeitura, não teria como pagar o 13º salário'', ressaltou Gonçalves. Ele gostou tanto da economia com o fechamento que ignora as críticas. ''Prefiro pagar politicamente do que falir o município.'' Com a manutenção apenas dos serviços básicos, Roncador chegou a demitir 85 servidores contratados por teste seletivo.

Em Campo Mourão, desde 16 de julho a prefeitura reduziu o expediente em duas horas e só funciona das 12 às 18 horas. A economia mensal é de cerca de R$ 30 mil. O prefeito Tauillo Tezelli (PPS) também gostou do sistema e não há prazo para voltar o horário normal.

A Prefeitura de Goioerê, a segunda maior da região, já definiu que em dezembro vai adotar pelo menos o meio expediente. O prefeito Antônio Sena Neto (PMDB) ainda vai discutir com sua equipe se haverá fechamento total. ''Acho estranho fechar a prefeitura totalmente, até porque temos serviços pendentes.''

Outras prefeituras da região só agora vêm voltando ao horário normal de atendimento. É o caso de Mamborê, que havia adotado o mesmo horário dos bancos e esta semana retornou ao expediente de oito horas diárias. Nova Cantu, que chegou a implantar um atendimento de apenas uma hora por dia também já voltou ao trabalho normal.

O presidente da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) e prefeito de Rancho Alegre do Oeste, Valdinei Pelói (PSDB), é um dos poucos prefeitos que descarta o fechamento da prefeitura. ''Em cidade pequena não adianta fechar a prefeitura porque os moradores passam a bater na casa do prefeito.''

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