Curitiba - Apesar do PT afirmar que as negociações de aliança com o PMDB serão mantidas, o rompimento anunciado ontem deve alterar as conversas entre os partidos para as eleições de 2010. Os petistas estão trabalhando pela consolidação de um palanque forte no Estado para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e para o senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT). Ontem, no entanto, Osmar afirmou que o conflito entre PT e PMDB ''não contribui'' para consolidação dessas alianças.
''O PT não está fazendo o esforço para trazer os partidos da base do governo Lula para essa aliança'', declarou. Osmar não quis comentar o rompimento entre petistas e peemedebistas.
Apesar do presidente do PT-PR, Ênio Verri, ter anunciado que PT e PDT poderiam acertar um primeiro acordo no próximo dia 12, durante visita do presidente Lula ao Paraná, Osmar nega que os partidos estejam próximos. ''Não existe isso de mais perto e mais longe. Mas cada partido tem seu calendário, suas responsabilidades para que a aliança seja concretizada'', disse.
Osmar voltou a afirmar que quer o apoio do PMDB. ''Converso com o PMDB, mas respeito o (Orlando) Pessuti (vice-governador e pré-candidato ao governo pelo PMDB) e não tento atrair o partido'', declarou. (R.C.F.)

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