Rombo na Leasing é investigado
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segunda-feira, 07 de setembro de 1998
Leandro Donatti 
Acusado de ser responsável por um rombo de R$ 423 milhões quando diretor-presidente da Banestado Leasing, Osvaldo Magalhães dos Santos foi alvo de críticas da oposição e da própria direção do Banestado. O secretário foi acusado de conceder empréstimos garantia e de contribuir para o comprometimento da saúde financeira do Banestado, que está em vias de privatização.
Sua permanência na Secretaria do Esporte e Turismo foi a pedra no sapato para o governador Jaime Lerner, que neste ano disputa a reeleição, e prato cheio para a oposição. As boas relações entre as famílias do governador e a do empresário Joaquim dos Santos Filho foram fundamentais na manutenção do secretário, que contava com apoios importantes no governo.
O secretário da Fazenda Giovani Gionédis era um de seus defensores. Na sexta-feira, Gionédis disse à Folha que Osvaldo era inocente. Segundo ele, as irregularidades foram cometidas por funcionários já afastados. Além de Gionédis, Lerner também manifestava apreço pelo secretário. Disse inúmeras vezes que não tomaria nenhuma decisão precipitada, antes de as investigações estarem concluídas.
A gestão de Osvaldo Magalhães deixou 26 operações sob suspeita. Os financiamentos estão sendo investigados pela Justiça Federal e Ministério Público estadual e federal. Existem ainda 15 processos administrativos em análise. O presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, o Neco Garcia, disse há cerca de duas semanas que tomou todas as providências que podia, ao encaminhar notícia-crime ao MP em junho de 97.
O caso mais explorado pela oposição envolve operação de leasing de R$ 3,5 milhões concedida à empresa Rápido Laser, do grupo José Amorim, de Sergipe. Amorim é genro do ex-governador de Sergipe João Alves, um dos anões envolvido na CPI do Orçamento que detectou desvio de verbas federais. A empresa obteve o empréstimo sem garantias e no contrato forneceu endereço da empresa de Joaquim dos Santos Filho, pai de Osvaldo.


