Rombo na Fundação Copel preocupa Sindicato
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sexta-feira, 07 de maio de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Sindicato dos Eletricitários e Funcionários das Empresas de Energia (Sindenel) manifestou preocupação com os rumos da investigação na gestão dos recursos aplicados da Fundação Copel, fundo previdenciário dos funcionários da estatal. O presidente Vilmar Alves disse ontem que recebeu diversas ligações de ''copelianos'' preocupados com a falta de transparência na divulgação do relatório da empresa de consultoria Kroll.
O presidente do sindicato adiantou que pretende estar em contato permanente com dois representantes dos funcionários da Copel no Conselho Deliberativo da Fundação Copel, Marta Gloria Paese, de Cascavel, e Ulisses Kanyak, de Curitiba. Eles foram eleitos recentemente, mas ainda não foram empossados. Vilmar espera que esses conselheiros tenham melhor relacionamento com o sindicato ''até para esclarecer esses fatos''.
Vilmar disse que ficou sabendo pela Folha da conclusão do relatório da Kroll e que a investigação já se encontra no Ministério Público (MP) federal. Segundo ele, o sindicato pretende acompanhar a atuação do MP, ao admitir que a representação sindical não tem espaço na administração da Fundação Copel.
Vilmar lamenta essa falta de transparência mesmo porque entre os ''copelianos'' o sentimento é que a fundação é muito importante para o projeto de vida de cada um. Ele disse que a credibilidade na entidade é grande e estranha que fatos como esse tenham acontecido justamente no primeiro ano de Governo de Requião (PMDB), que sempre defendeu a Copel. Por outro lado, ele lembrou que foi justamente o governador que fez a primeira denúncia.
A Kroll concluiu relatório em que aponta malversação dos recursos financeiros da fundação no período de janeiro a dezembro de 2003, que provocou prejuízos estimados em R$ 180 milhões. O relatório sustenta que a entidade comprou papéis de valor questionável da Universidade Luterana Brasileira (Ulbra) e de concessionárias de pedágio. A fundação autorizou ainda a transferência de R$ 300 milhões em aplicações do banco Itaú, para os bancos Santos e Panamericano, arcando com os custos da CPMF, que causaram cerca de R$ 1,2 milhão de prejuízo aos cofres da entidade.


