Rombo em Andirá chega a R$ 9 mi
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terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Benedito Teles<br>De Santo Antônio da Platina 
O relatório final da auditoria interna realizada pela Prefeitura de Andirá (35 quilômetros ao oeste de Jacarezinho) identificou um rombo de 9 milhões nas contas municipais, de 1997 a 2000, na gestão do ex-prefeito Celso Tozzi (PSDB). A auditoria também identificou depósitos de cheques da prefeitura na conta particular do ex-prefeito. As transações bancárias de Tozzi, no valor de R$ 550 mil, eram pagas com recursos públicos. O orçamento anual da prefeitura é de R$ 10 milhões.
A comissão constatou ainda irregularidades na construção do parque de exposições, pavimentação de ruas, aquisição de máquinas, construção de módulos sanitários, recuperação de estradas rurais e empréstimos. Nessas obras, de acordo com a comissão, o recurso era repassado, mas não era empregado na execução da obra.
O relatório também revela a realização de pagamentos irregulares, estimados em R$ 573 mil, pela Assistência Social de Andirá (ASA), e a ausência de recolhimento do Fundo de Previdência Municipal. ''Tozzi usava o dinheiro e prestava contas como se tivesse realizado a obra'', atestou o relatório. Outras irregularidades foram encontradas na ausência de pagamento de quase R$ 550 mil em empréstimo junto a Capemi (fundo de pensão).
O relatório foi entregue ontem à Câmara dos Vereadores e será encaminhado ao Ministério Público. Segundo o presidente da comissão e secretário municipal da Administração, Júlio Coelho Sabará, a prefeitura vai aguardar a manifestação judicial para tentar recuperar o dinheiro desviado. ''O volume de recursos desviados surpreendeu toda a comissão'', disse.
Tozzi negou as acusações e classificou o relatório como ''infundado e político''. Ele lembrou que suas contas, referentes aos anos de 1997, 1998 e 1999 foram aprovadas pelos vereadores e pelo Tribunal de Contas. Sobre as irregularidades na construção das obras, ele assegurou que os repasses foram aplicados corretamente, por meio de licitação.
Em relação aos cheques depositados em sua conta, o ex-prefeito alegou que o dinheiro era utilizado para amortizar uma dívida contraída por ele junto a instituições bancárias para saldar a folha de pagamento do funcionalismo, ''A prefeitura estava sem crédito, então resolvemos emprestar em meu próprio nome'', justificou.


