Romaria de candidatos irrita comitê
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quarta-feira, 05 de agosto de 1998
Luiza Damé Agência Estado 
A romaria de candidatos ao comitê eleitoral do presidente Fernando Henrique Cardoso em Brasília provocou constrangimento no comando da campanha. O candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) recebeu um sermão público do coordenador político da campanha, Euclides Scalco. Perillo foi ontem ao comitê fazer denúncias contra o candidato do PMDB ao governo de Goiás, Íris Rezende, ex-ministro da Justiça de FHC. Estão comprando a eleição em Goiás, disse Perillo, ao lado do prefeito de Goiatuba (GO), Hermes Traud (PTB). O prefeito disse que está sendo pressionado a apoiar a candidatura de Íris.
Se ele (Perillo) usou esses termos, usou em lugar indevido. Ele teria o seu palanque em Goiás ou a tribuna da Câmara para fazer a denúncia. Não tinha o direito de usar o comitê de campanha do presidente Fernando Henrique, reagiu Scalco. O coordenador político da campanha de FHC afirmou que o comitê eleitoral está aberto a todos os candidatos a governador aliados ao presidente-candidato, mas não serão permitidas agressões entre os adversários nos estados.
Isso não acontecerá mais. Eu falarei com ele (Perillo), disse Scalco em tom de indignação. O coordenador disse que não foi informado antecipadamente do teor da entrevista de Perillo. Perillo falava mal de Íris enquanto Scalco estava reunido com os peemedebistas Joaquim Roriz, candidato ao governo do Distrito Federal, e Luiz Estevão, candidato ao Senado. Antes de passar pelo comitê, Roriz se reuniu com FHC no Palácio da Alvorada. Ele disse que declarou apoio ao presidente-candidato e apresentou sua proposta para melhorar a segurança em Brasília.
SolenidadeO presidente Fernando Henrique esteve ontem no Clube do Exército para a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito das Forças Armadas. Entre os 112 agraciados estiveram o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães e a viúva do ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, Wilma Motta. O governador licenciado de São Paulo, Mário Covas, também consta da lista de agraciados, mas não compareceu.
Na cerimônia, o ministro-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Benedito Leonel, disse que a criação do Ministério da Defesa só acontecerá depois de outubro. Segundo ele, ainda está sendo estudada a estrutura do novo ministério e o instrumento legislativo que será usado para criar o Ministério da Defesa. Uma MP pode pura e simplesmente criar o Ministério da Defesa, mas não pode acabar com outros Ministérios, disse ele. Segundo o general, a idéia é extinguir os ministérios e criar comandos de Forças.


