Curitiba - A presença do líder do governo do Estado no Legislativo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), no evento ontem encabeçado pelos tucanos Beto Richa e José Serra, pode ter representado o primeiro sinal público da reaproximação entre o PSDB e o PMDB de Roberto Requião. Romanelli chegou ao local na mesma van que transportava os tucanos e algumas outras autoridades do Estado, mas evitou falar com a imprensa sobre o assunto. Nos bastidores, comentava-se que Serra ainda se encontraria ontem com Requião. A assessoria de imprensa do tucano informou, contudo, que a agenda previa seu retorno imediato ao Estado vizinho.
Em entrevista à imprensa após o evento, Beto admitiu que Romanelli, assim como o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), ''são pessoas que têm conversado muito bem com o PSDB''. ''Eu acho que todos os partidos têm conversado entre si. O único partido que o PSDB não estabeleceu diálogo foi com o PT. Eu, como tucano, acredito que a gente pode construir, a exemplo do que aconteceu no ano passado, um grande leque de alianças para fortalecer ainda mais um projeto para ser apresentado pelo PSDB em 2010. E nesse projeto se inclui o PDT do senador Osmar Dias, o PMDB. Depende das conversas''.
Durante sua passagem por Curitiba, Serra evitou falar com a imprensa sobre as costuras partidárias para as eleições de 2010. Questionado sobre o encontro nacional dos dissidentes do PMDB, marcado para amanhã em Curitiba, Serra preferiu não se manifestar: ''Não vou dar palpite na casa alheia. É uma questão soberana do PMDB. É um partido grande, que, evidentemente, tem todo direito de lançar candidato próprio''. Mas, sobre o PSDB no Paraná, Serra também se manteve distante, ao ser questionado se preferia o senador Alvaro Dias (PSDB) ou Beto Richa na disputa pelo Executivo estadual. ''É um assunto do Paraná, do partido aqui. Não estou aqui para expressar minha preferência'', declarou ele. (C.S.)

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