Romanelli nega motivação política contra Beto Richa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O requerimento do deputado estadual Ney Leprevost (PP) que pede informações ao Executivo sobre a suspensão dos repasses do Fundo de Desenvolvimento Urbano à Prefeitura de Curitiba, em setembro de 2006, foi respondido ontem, pelo líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). O peemedebista alega que a administração do município deve ao governo do Estado mais de R$ 250 milhões por não ter pago uma dívida referente à Cidade Industrial de Curitiba (CIC). ''O não pagamento da dívida prejudica novos investimentos em todos os municípios do Paraná e impossibilita que o governo do Estado possa repassar, a qualquer título, novos recursos ao município de Curitiba'', diz trecho da resposta lida em plenário.
O prefeito Beto Richa (PSDB) alega que a dívida da CIC é antiga e que o governador Roberto Requião (PMDB) só suspendeu os repasses por motivações políticas. Richa apoiou, no segundo turno das eleições de outubro passado, o então candidato ao governo, senador Osmar Dias (PDT). Desde o resultado do pleito, Requião e Richa trocam farpas públicas. Leprevost quer saber por que o Executivo só suspendeu os repasses no final do ano passado, já que a dívida é antiga.
Questionado sobre o assunto, Romanelli negou que o caso tenha motivações políticas. Ele ressaltou que a dívida está sendo executada em juízo ''há bastante tempo'' e que a Prefeitura de Curitiba está inscrita no Cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal (Cadin). Antes de explicar, porém, que a suspensão teria ocorrido por inadimplência, Romanelli fez questão de ler sobre o que seriam os investimentos do Estado na Capital.
Leprevost quer saber por que os seus outros requerimentos ainda não foram respondidos pelo líder do Governo. Ele se refere a oito pedidos de informação ao Executivo, sendo que o envio de três chegou a ser aprovado em plenário. O restante não foi encaminhado para votação porque o líder do Governo prometeu que iria buscar responder as questões, e que por isso não haveria necessidade de um pedido formal. Um dos requerimentos aprovados envolve a atuação da Sanepar. Leprevost suspeita que existam mais de 1,2 mil pontos de despejo de esgoto nos rios que cortam a Capital.


