Curitiba - O deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) desistiu ontem de colocar em votação na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná o requerimento que propunha a instituição da Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar a situação dos empréstimos pleiteados pelo Executivo. Diante da disposição da oposição em interceder favoravelmente em Brasília, o peemedebista acabou apresentando apenas o convite ao secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin Filho, que deve vir à AL para prestar esclarecimentos. O novo texto foi aprovado por unanimidade pelos 49 parlamentares presentes à sessão.
"Está claro que a ‘mão invisível’ que opera para essa não liberação é do Augustin Filho", discursou Romanelli. No dia anterior, o ex-secretário do Trabalho tinha defendido a criação do grupo como forma de comprovar a suposta discriminação sofrida pela administração Beto Richa (PSDB). Na justificativa, ele citava o fato de o Estado estar em último lugar quanto ao volume de operações de crédito já liberadas. "A STN (Secretaria do Tesouro Nacional) autorizou R$ 87 por paranaense – 44 vezes menos do que os R$ 3.859 liberados por morador do Amapá", dizia trecho do documento.
Para o líder da oposição, Elton Welter (PT), a vinda do secretário será uma "oportunidade ímpar" de esclarecer, com sustentação técnica, o porquê do imbróglio. O PT alega, entre outras questões, que o Palácio Iguaçu extrapolou limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). "Continuamos à disposição para caso vossas excelências queiram apresentar não só uma CEI, mas também uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)... Queremos investigar o endividamento do Estado", alfinetou o líder do PT, Tadeu Veneri.

mockup