Curitiba - O líder da base aliada na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), tentou amenizar ontem a reaproximação do PMDB com os tucanos, mas, por outro lado, confirma o ''diálogo saudável'' com a legenda de Beto Richa e Alvaro Dias. A reaproximação entre as legendas, que só não consolidaram uma aliança em 2006 ao governo do Paraná por interferência da cúpula nacional tucana, ficou explícita na última quinta-feira, quando Romanelli se uniu a Beto para receber o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). No mesmo dia, Serra ainda foi fazer uma visita ao governador Requião (PMDB), no Palácio das Araucárias.
Durante entrevista à imprensa na quinta-feira, Beto Richa ainda confirmou que Romanelli, e também o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), seriam os principais interlocutores do PMDB nas conversas com o PSDB sobre as eleições de 2010. Romanelli e Curi são aliados próximos de Requião. Nos bastidores, comenta-se que Curi estaria até cotado como pré-candidato à vaga de vice-governador do Estado numa chapa de cabeça tucana.
O líder da base aliada, contudo, garante que são só ''troca de impressões sobre o cenário de 2010''. ''Minhas relações com o PSDB são saudáveis, institucionais, e sempre respeitando o protagonismo do pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, que é o Orlando Pessuti'', amenizou.
Crise no DEM
Enquanto o PMDB e o PSDB avançam na ''paquera'', o DEM permanece dividido. A decisão do deputado federal Abelardo Lupion, presidente do DEM no Paraná, em firmar um pré-acordo com o PDT de Osmar Dias para as eleições de 2010, anunciada na semana passada, pode ter aberto uma crise interna. O deputado federal Alceni Guerra (DEM), que defende o apoio da sigla ao PSDB de Beto Richa, ameaça pedir a intervenção da legenda na esfera nacional.
O deputado estadual Élio Rusch (DEM) disse ontem à imprensa que Alceni já teria enviado uma mensagem extraoficial ao presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ). ''O caminho é discutir o assunto internamente. Como o DEM não terá candidato próprio a governador do Paraná, acho que temos que continuar tentando manter unida a aliança que elegeu Beto Richa em 2008 e que apoiou Osmar Dias em 2006'', ponderou Rusch. (C.S.)

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