O governo terá de acionar seu rolo compressor para conseguir aprovar amanhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o texto da reforma previdenciária sem nenhuma alteração e evitar que a proposta tenha de passar novamente pelo Senado. O presidente da CCJ, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), abre a discussão da matéria hoje de manhã e pretende concluir na quinta-feira a votação do parecer do relator, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e dos destaques.
A estratégia governista para acelerar a reforma começou a funcionar ontem, com o acordo feito entre o presidente da CCJ, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), garantindo a mudança de horário da sessão do Congresso que irá apreciar a medida provisória do imposto de renda. A sessão estava prevista para amanhã de manhã, o que inviabilizaria a sessão da CCJ da Câmara, mas houve alteração.
O presidente da Câmara aguarda somente a votação na CCJ para criar, na próxima semana, a comissão especial destinada a analisar a emenda. O esforço dos líderes aliados do governo é para que a reforma seja votada na Câmara até início de fevereiro. Mas a previsão do presidente da CCJ não é otimista. ‘‘É imprevisível’’, ressaltou.

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