A Câmara Municipal de Rolândia aprovou na sessão de segunda-feira à noite, a criação de duas novas secretarias municipais - de Agricultura e da Mulher - e de 16 novos cargos comissionados. O projeto, de iniciativa do prefeito Johnny Lehmman (PTB), foi aprovado por cinco votos a quatro nas duas votações. Posicionaram-se contra os novos comissionados apenas os vereadores José de Paula (PSB), Fábio Nogaroto (PT), Luiz Cezar Jaime (PDT) e Márcio Vinícius (PDT). De acordo com a bancada oposicionista, se forem ocupados todos os cargos, o impacto no orçamento municipal pode chegar a aproximadamente R$ 1,5 milhão em quatro anos.
Em nota enviada à FOLHA, o prefeito afirmou que os novos cargos comissionados não serão preenchidos. Ele argumenta também que houve a criação de apenas uma nova secretaria, já que o projeto extinguiu a pasta de Turismo e Meio Ambiente. Segundo Lehmann, a Secretaria de Agricultura vai facilitar a obtenção de verbas estaduais e federais.
''Então, por que criar os cargos?'', questiona a própria nota do prefeito. ''Porque nenhuma secretaria é criada somente com o cargo de secretário. Mas o custo será zero para o município porque todos os cargos serão ocupados por funcionários que já fazem parte do quadro da prefeitura'', complementa Lehmann.
Em declaração à FOLHA, Nogaroto se disse insatisfeito com a afirmação. ''Via de regra, os cargos em confiança comportam o apadrinhamento político. Então, em mais ou menos tempo, eles vão acabar sendo contratados'', disse. ''Foi uma medida desastrada administrativamente porque temos muitas outras prioridades na saúde, educação, pavimentação de ruas e em outros setores'', complementou. De acordo com o vereador, sem contar os 16 novos cargos, a Prefeitura já nomeou 85 comissionados na gestão atual.

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